sexta-feira, 17 abril 2026
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Justiça mantém prisão de mulher que matou mãe paraplégica no Distrito de Currupira

 
 

Rosângela Prado, 38 anos, teve a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva pela Justiça. Ela confessou ter matado a própria mãe, paraplégica, Creusa Aparecida Prado, de 58 anos, em uma fazenda próxima ao Distrito de Currupira, em Alto Paraguai (a 198 km de Cuiabá).

Segundo a decisão da juíza Janaína Cristina de Almeida, a mulher ficou olhando a mãe agonizar, enquanto sangrava pelo pescoço.

Rosângela foi presa no último sábado (24), após o crime. Para a polícia, ela alegou que ter cometido o crime para atender a um pedido de sua mãe. A vítima, conforme informou a criminosa, apresentava problemas de saúde, em decorrência de um acidente sofrido há dois meses, que atingiu sua coluna cervical, e estava com a mobilidade prejudicada.

Ao final do interrogatório, ela afirmou que a mãe ficou respirando e cada vez que respirava, mais sangue saía.

Durante a audiência de custódia, a magistrada afirmou que “as circunstâncias do caso indicam que a flagrada tinha plena consciência do crime cometido, pois ligou para a funcionária da fazenda informando o ocorrido e pedindo para que comunicasse seu marido, bem como esta mesma funcionária, ao ser ouvida na delegacia, informou que ao chegar ao local encontrou a autuada sentada em uma cadeira na varanda fumando e apresentava estar bem tranquila”.

Com isso, a prisão de Rosângela foi convertida para preventiva e ela foi encaminhada à penitenciária.

 

“Diante disso, a decretação da prisão preventiva da custodiada mostra-se necessária em face da gravidade in concreto do delito, demonstrada pelo modus operandi utilizado pela custodiada. Depreende-se dos autos que se trata de crime cometido com violência à pessoa, eis que, pelos elementos e circunstâncias que se extraem deles, a indiciada desferiu facadas em sua própria mãe e ficou lhe olhando vir a óbito. Ressalta-se que a vítima se trata de uma pessoa paraplégica e, além disso, cuida-se de crime de natureza hedionda”, finalizou a magistrada.

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