segunda-feira, 15 junho 2026
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Sem “picanha”: Alta da arroba do boi gordo indica encarecimento das carnes no final de ano

As altas sucessivas no preço da arroba do boi gordo e o cenário desenhado pelo incremento nas exportações indicam que o brasileiro terá um churrasco mais “salgado” nas festas de final de ano. Assim, a “picanha” será um sonho distante na esmagadora maioria dos lares no Brasil governado pelo PT de Lula.

Para se ter uma ideia, as altas nos preços à vista da arroba do boi gordo já verificadas em outubro embalaram em novembro a ponto de, no último dia 11, serem refletidos aumentos sucessivos nos cinco dias anteriores. Naquela data, a arroba do boi gordo estava em R$ 329,05 no maior mercado do país – São Paulo. Hoje, dia 14 de novembro, a arroba está cotada em R$ 339,60.

Em Mato Grosso, o preço da arroba abriu nesta quinta-feira a R$ 307,01, enquanto em Tangará da Serra é comercializada a R$ 315, redondos, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

E o varejo é a ponta que confirma o cenário de alta. Em outubro foi registrado aumento médio de 33% no quilo da carne bovina no comércio em Mato Grosso, com altas em sequência por pelo menos três semanas. “Nas festas de final de ano haverá mais consumo e isso impacta no preço… é aquela história da oferta e procura”, observou o jornalista Olmir Cividini, do Canal Rural. “Vai aumentar ainda mais, porque há uma falta de animais prontos para o abate”, completou Cividini.

Carne no varejo em Tangará da Serra: Aumento médio de 33% em outubro sofre embalo agora, em novembro.

O jornalista tem razão. A redução da oferta de gado, especialmente de matrizes e fêmeas, tem diminuído ao longo de 2023, seguiu encolhendo no primeiro semestre de 2024 e segue ainda menor agora, no segundo semestre.

Junto à menor oferta, há uma demanda interna aquecida com os feriados desse mês de novembro e a projeção para as festas de final de ano. Esse fator se torna ainda mais sensível combinado com outros vetores de alta dos preços, como o crescimento das exportações de carne (principalmente para a “voraz” China) e a valorização do câmbio (dólar a R$ 5,76). Este cenário faz com os frigoríficos comprem mais bois, de olho nas exportações.

Carne de frango, assim como a suína, são alternativas que também sofrem altas nos preços.

Há, ainda, outros aspectos que pressionam para cima o preço da carne, como a queda do desemprego nesta época do ano, o que eleva a tendência de consumo.

As opções à carne bovina, como o frango e a carne suína, também seguem a mesma trajetória de alta. O preço do suíno vivo, por exemplo, registrou aumento em todas as regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia (Cepea) e chegou a registrar percentuais positivos de 5,76% essa semana.

Já o frango (abatido), graças à forte valorização na semana, fechou o primeiro decêndio de novembro com um valor médio de R$7,853/kg, o que representa valorização de quase 4% sobre o mês anterior e de pouco mais de 6% sobre novembro de 2023.

Ou seja, é bom o consumidor preparar o bolso para essa reta final do ano, porque o churrasco e uma simples carne de panela vão sair bem mais caro.

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