segunda-feira, 15 junho 2026
- Publicidade -
Dengue
22.4 C
Nova Olímpia
- Publicidade -

Cesta básica volta a subir e atinge novo recorde de R$ 933

Alta de 1,9% em uma semana é puxada por tomate, feijão e batata; valor está quase 10% acima do registrado há um ano

A cesta básica voltou a registrar alta na segunda semana de junho e alcançou um novo recorde histórico. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que o conjunto de alimentos essenciais passou a custar, em média, R$ 933,17, após aumento de 1,90% em relação à semana anterior.

O valor também representa uma elevação expressiva no comparativo anual. Em relação ao mesmo período de 2025, quando a cesta custava em média R$ 850,18, o aumento chega a 9,76%.

Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o novo recorde reflete a sensibilidade dos alimentos a fatores climáticos, sanitários e produtivos.

“A cesta voltou a subir de forma abrupta nesta segunda semana de junho. O comportamento recente dos alimentos reforça a elevada sensibilidade observada nos preços a fatores climáticos, sanitários e produtivos”, destacou.

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias está o tomate, que apresentou alta de 9,57% na semana e passou a ser vendido a R$ 13,46 o quilo. Na comparação com o ano passado, o produto acumula aumento de 35,34%.

De acordo com o IPF-MT, a maturação mais lenta dos frutos em algumas regiões produtoras e a incidência de pragas em determinadas lavouras reduziram a oferta do alimento, contribuindo para a elevação dos preços.

Outro item com forte avanço foi o feijão, que registrou aumento de 4,80%, chegando ao valor médio de R$ 9,44 por quilo. Em um ano, o produto ficou 54,06% mais caro. A menor área plantada e a qualidade inferior dos grãos disponíveis no mercado são apontadas como os principais fatores para a alta.

Já a batata subiu 3,82% na semana, alcançando preço médio de R$ 9,66 o quilo. O produto acumula valorização de 59,20% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo o instituto, apesar do início de uma nova safra, o ritmo de produção ainda é considerado lento, o que mantém a oferta reduzida e sustenta os preços elevados.

Diante do cenário, Wenceslau Júnior alerta para o impacto direto no orçamento das famílias mato-grossenses.

“A manutenção da cesta básica nesse patamar historicamente elevado intensifica a pressão sobre o poder de compra das famílias em todo o estado, sobretudo em um contexto de alta anual expressiva dos alimentos”, afirmou.

O novo recorde reforça a preocupação com o custo de vida em Cuiabá, especialmente para as famílias de menor renda, que destinam parcela significativa do orçamento à alimentação.

- Publicidade -
Machado vertical

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Rota Rondon: o passaporte de Mato Grosso para o Pacífico

Cáceres e toda a região Oeste de Mato Grosso...

Caneta emagrecedora ocupa lugar que já foi de videocassete e uísque no contrabando via Paraguai

As canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai passaram a ocupar...

Saúde na Praça reúne serviços, lazer e cultura em Nova Olímpia

Na noite da última sexta-feira (12), a Prefeitura Municipal...
Feito com muito 💜 por go7.com.br