Entre um dos motivos estão as elevadas taxas de juros
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Apesar de ser líder nacional na produção de grãos, Mato Grosso ainda enfrenta um grande déficit de armazenagem O Estado consegue estocar apenas cerca de 50% da sua safra de soja e milho, o que representa um déficit superior a 50 milhões de toneladas. Essa informação foi repassada pela economista e diretora do Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), Vanessa Gasch, durante o podcast Agro de Primeira MT.
Segundo a representante, o gargalo na infraestrutura de armazenagem tem impacto direto na competitividade do agronegócio mato-grossense. “Em períodos de colheita, é comum ver verdadeiras montanhas de milho a céu aberto no interior do estado. A falta de silos e armazéns adequados obriga muitos produtores a recorrerem a alternativas improvisadas, como o silo bag, que nem sempre é suficiente ou seguro”, avalia. Assista o trecho a seguir:
Na entrevista, a diretora fala sobre alguns dos motivos dessa falta de armazenagem cuja maior parte da capacidade está concentrada nas mãos de empresas privadas e tradings. “Com uma taxa de juros de 15%, é difícil convencer o produtor a investir em algo que pode levar 15 anos para se pagar. É um investimento alto e de retorno demorado”, afirma.
Atualmente, o Plano Safra oferece o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), mas as taxas de juros ainda são consideradas elevadas. Além disso, muitos produtores enfrentam dificuldade para acessar o crédito.
Segundo informações do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), para investimentos relativos à armazenagem de grãos de unidades com capacidade de até 12.000 toneladas, a taxa de juros está prefixada em até 8,6% ao ano. O valor máximo do financiamento por cliente e por ano agrícola pode chegar a R$ 50 milhões, quando destinado a investimentos relativos à armazenagem para grãos por produtores rurais e a R$ 200 milhões, quando destinado a cooperativas de produção.