Em Mato Grosso, milhares de crianças ainda estão em situação de trabalho infantil. Para tentar mudar essa realidade, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) criou um jogo de computador educativo, que ensina de forma lúdica os riscos do trabalho precoce e a importância da escola.
Em 2019, mais de 47 mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhavam em Mato Grosso – 7,1% dessa faixa etária, acima da média nacional (4,8%). Desses:
Trabalho exaustivo
19 mil estavam nas piores condições, dedicando 23 horas por semana ao trabalho.
Perfil majoritário
A maioria eram meninos (78% negros).
Região urbana
66% viviam em áreas urbanas, onde o trabalho infantil é menos visível, mas não menos perigoso.
Informalidade
Entre os adolescentes de 14 a 17 anos que já trabalhavam, 92% estavam na informalidade.

Um game para conscientizar
A juíza Leda Borges de Lima, coordenadora do Programa de Combate ao Trabalho Infantil, acredita que o jogo pode fazer a diferença. Nele, os vilões são o trabalho precoce e o abandono escolar, enquanto os heróis são as boas escolhas como estudar, ter saúde e tempo para brincar.
A ideia é que, jogando, as crianças identifiquem os riscos e aprendam a se proteger para ter um futuro melhor.



