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32 anos depois da morte, Senna segue vivo em coleção de fã em Cuiabá

Trinta e dois anos após a morte de Ayrton Senna, o silêncio deixado nas pistas ainda ecoa na memória de milhões de brasileiros. Nesta sexta-feira (1º), data que marca o aniversário de morte do tricampeão mundial de Fórmula 1, a saudade ganha forma em Cuiabá, dentro da casa de um admirador que transformou paixão em homenagem permanente.

Aos 53 anos, o filatelista e numismata Paulo Serante guarda com orgulho dezenas de relíquias dedicadas ao maior ídolo do automobilismo nacional.

Paulo Serante colecionador e fã do Ayrton Senna. - Foto; Arquivo Pessoal
Paulo Serante colecionador e fã do Ayrton Senna, juntamente com um quadro da camisa utilizada pelo piloto em 1993. – Foto; Arquivo Pessoal

Natural de Tupã (SP), e morador de Cuiabá há 28 anos, ele construiu ao longo das décadas uma coleção que emociona qualquer fã: são 120 pôsteres autografados, cartões telefônicos temáticos, mini capacete réplica, boné, CD tributo, carrinhos, selos do Brasil e do mundo, além de 20 quadros em tamanho A3 com imagens e itens históricos do piloto.

Mais do que objetos, Paulo coleciona lembranças. Ele conta que acompanhou todas as corridas de Senna, pela televisão, entre 1987 e 1994, e teve a chance de viver um momento inesquecível: assistir ao GP do Brasil de 1993, ao vivo, em Interlagos, São Paulo. Até hoje, guarda emoldurada a camiseta usada naquela corrida.

“Depois da morte dele, tudo que eu via alusivo ao Ayrton eu comprava. Era uma forma de manter viva a memória dele”, relembra.

Segundo Paulo, a paixão por colecionar começou cedo. Aos 14 anos, começou no universo dos selos e moedas. Já o amor pelo esporte surgiu ainda antes, aos 12, nos tempos de escola. Com Senna, essas duas paixões se encontraram.

Para ele, o piloto representava muito mais que vitórias e velocidade. “Além de uma pessoa de inúmeras virtudes, ele nos ensinou a nunca desistir de nada para vencer na vida. Deixou um grande legado para mim e para todas as pessoas”, afirma.

Entre tantos itens raros, Paulo admite que todos têm valor afetivo, mas a coleção completa de pôsteres autografados ocupa lugar especial. “Cada peça tem um grande significado”, diz.

Na visão do colecionador, manter viva a memória de Senna é quase um dever nacional. “Acho que devemos fazer todos os anos, no dia 1º de maio, uma homenagem póstuma ao tricampeão. Ele trazia muita alegria aos domingos para os brasileiros.”

Paulo acredita que o legado do ídolo permanece forte por causa do caráter e da postura que deixou como exemplo. E mesmo para quem não viu Senna correr, a história continua atravessando gerações.

“Os jovens de hoje conhecem o que a imprensa e os pais falam de um verdadeiro campeão. É importante nunca deixar de lembrar dele.”

Ao final da entrevista, ele resume em poucas palavras o sentimento guardado há mais de três décadas:

“Saudoso Ayrton Senna da Silva, eternamente em nossos corações.”

Quadro da Mclaren Honda MP4/4 de Senna. - Foto: Arquivo Pessoal
Quadro da Mclaren Honda MP4/4 de Senna. – Foto: Arquivo Pessoal
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