O LIVRE teve acesso aos gastos dos deputados estaduais mais custosos à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. No total, foram R$ 197.688.894,42 em empenhos realizados pelos 24 parlamentares, um montante que expõe a força política de cada um na destinação de recursos públicos.
No topo da lista aparece Dilmar Dal Bosco (UB), responsável por empenhar R$ 16,3 milhões sozinho. Logo atrás vêm dois dos nomes mais influentes da Casa: o presidente Eduardo Botelho (UB), com R$ 13,6 milhões, e o primeiro-secretário Max Russi (PSB), que destinou R$ 13,5 milhões.
Também figuram entre os campeões de gastos os deputados Paulo Araújo (R$ 12,5 milhões), Dr. Eugênio (R$ 12,1 milhões) e Dr. João (R$ 11,7 milhões). Outros nomes, como Nininho, Cláudio Ferreira e Beto Dois a Um, superaram a marca de R$ 10 milhões em empenhos.
Na outra ponta, aparecem os parlamentares que menos movimentaram recursos: Lúdio Cabral (PT), com pouco mais de R$ 2,1 milhões em duas emendas distintas, e Janaína Riva (MDB), que empenhou cerca de R$ 2,9 milhões.
O levantamento mostra que, em apenas um ciclo, quase R$ 200 milhões foram empenhados pelos deputados estaduais. O peso dessas cifras revela como as emendas parlamentares continuam sendo o principal instrumento de influência política em Mato Grosso, servindo tanto para fortalecer bases eleitorais quanto para medir o alcance de cada deputado no jogo de poder


