A cesta básica voltou a pesar mais no bolso dos moradores de Cuiabá e atingiu R$ 900,16 na terceira semana de setembro, após a terceira alta consecutiva. O valor representa crescimento de 1,26% em apenas uma semana, já que o conjunto de alimentos custava R$ 889 na pesquisa anterior.
O levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), divulgado nesta quarta-feira (16), mostra ainda que a cesta ficou R$ 107,51 mais cara em um ano. No mesmo período de 2025, o conjunto de produtos custava, em média, R$ 792,65, diferença de 13,56%.

Na semana passada, a cesta havia chegado a R$ 889, puxada principalmente pela batata e pelo tomate, que custavam mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
Nesta semana, o tomate voltou a aparecer entre os principais responsáveis pela alta. O preço avançou 8,94% e chegou à média de R$ 12,06 por quilo. Mesmo com uma desaceleração no acumulado anual, o produto ainda está 93,93% mais caro que no mesmo período de 2025.
Segundo o IPF-MT, o clima chuvoso reduziu as temperaturas nas regiões produtoras e atrasou a maturação dos frutos, movimento que pode ter diminuído a oferta e pressionado os preços.
A batata, que havia registrado forte alta no levantamento anterior, teve uma variação mais moderada desta vez, de 1,48%. Também ficaram mais caros a carne bovina, com alta de 3,91%, o café, de 3,58%, e o feijão, de 3%.
Banana e pão ficam mais baratos
Na direção contrária, alguns produtos ajudaram a conter uma alta ainda maior da cesta. A banana apresentou queda de 8,31% e passou a custar, em média, R$ 8,30 o quilo. Na comparação anual, o preço está 6,61% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
O pão francês também ficou mais barato, com redução de 4,75% e preço médio de R$ 20,03 o quilo. Apesar da queda semanal, o produto ainda custa 2,72% mais que há um ano.
Já a farinha de trigo teve leve recuo de 0,21%, chegando a R$ 5,19 o quilo. Entre os itens em alta, a carne bovina chegou a R$ 48,33 o quilo, o café a R$ 28,13 o pacote de 500 gramas e o feijão a R$ 8,57 o quilo.








