Mato Grosso apresenta nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, de Síndromes Respiratória Aguda Grave (SRAG). Esse cenário consta na nova edição do InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz, divulgado no dia 15 deste mês. A atualização é referente à semana epidemiológica 19, período de 4 a 10 de maio.
Além do Estado, outras 14 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam quadro semelhante para incidência de SRAG, sendo eles, o Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Além disso, oito unidades apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Em nível nacional, a nova edição do InfoGripe faz uma alerta sobre a influenza A, que já se tornou a principal causa de mortalidade por SRAG em idosos e uma das três principais causas de óbitos por SRAG entre as crianças. O estudo também aponta aumento nas hospitalizações por influenza A em diversas partes do país, com níveis moderados a altos de incidência em vários estados do Centro-Sul, além de alguns do Norte e Nordeste.
Conforme a Fiocruz, a mortalidade por SRAG nas crianças pequenas se aproxima daquela observada nos idosos. A principal causa de mortalidade por SRAG nos idosos é o vírus da influenza A, seguida pela covid-19. Já nas crianças pequenas, o VSR permanece como a principal causa de mortalidade por SRAG, seguido pelo rinovírus e pela influenza A.
A orientação é para que todas as pessoas dos grupos mais vulneráveis se vacinem contra o vírus da influenza, uma vez que a vacina é a ação mais eficaz para prevenir hospitalizações e mortes causadas pela doença. Também é recomendado o uso de máscaras em unidades de saúde, locais com maior aglomeração de pessoas e, principalmente, em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado.
No Estado, informações contidas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) até o dia 18 deste mês, aponta uma cobertura vacinal de 20,82% entre os grupos prioritários (gestantes, crianças e idosos). O percentual considerado ideal é acima de 90%.

