A Justiça de Mato Grosso condenou 11 pessoas envolvidas em um esquema criminoso ligado a uma facção criminosa que movimentou cerca de R$ 10 milhões no estado, com desdobramentos que atingem diretamente o município de Tangará da Serra. As investigações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e uso de estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro.
Conforme a decisão, o principal articulador do esquema, identificado pelas iniciais W.O.S., foi responsável por coordenar a movimentação financeira da organização, operando valores expressivos por meio de contas bancárias e terceiros. Ele recebeu a maior pena entre os condenados, diante do papel central na engrenagem criminosa.
As apurações revelaram que o grupo utilizava um sistema de lavagem de dinheiro, com depósitos fracionados, transferências e uso de “laranjas” para dificultar o rastreamento dos recursos. Parte dessas transações teve ligação com movimentações registradas em Tangará da Serra, o que reforçou o mapeamento das autoridades sobre a atuação regional do esquema.
Além do líder, outros dez envolvidos — identificados apenas pelas iniciais — também foram condenados. Entre eles estão M.A.S., J.R.S., A.P.O., R.S.S., F.A.S., E.S.S., J.P.S., V.R.S., L.F.S. e R.A.S. As penas variam conforme a participação de cada um, considerando desde a atuação direta na movimentação financeira até o suporte logístico.
O processo detalha ainda que o grupo mantinha uma atuação contínua, com divisão clara de funções, incluindo responsáveis por captar recursos, movimentar valores e intermediar operações financeiras. A estrutura organizada foi um dos fatores considerados pela Justiça para a condenação dos envolvidos.
Fonte: PLANTÃOTGA (www.plantaotga.com)

