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Apagão de mão de obra pode ser empecilho para crescimento do comércio em MT

Na década de 1970 o regime militar incentivou os brasileiros a ocupar a região centro-oeste do país como estratégia política. A intenção era marcar território de fronteira e evitar que os países vizinhos avançassem para o solo brasileiro. 

O que aconteceu naquela época chegou em parte aos nossos tempos como o desenvolvimento do agronegócio. Mato Grosso tem hoje mais de 3,2 milhões de habitantes, segundo dados de 2014, e é um dos maiores produtores.  

Mas ainda carece de população. Agora, o contexto é econômico. Empresários avaliam que o grande problema da economia no estado neste momento é escassez de mão de obra. O comércio calcula crescimento acima da média desde 2021, com quebra de recorde daqui pra frente, apesar da instabilidade política. 

O otimismo seria sustentado pelo índice de desemprego divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mato Grosso tem a menor margem no país, com a taxa de 3,8%. Os estados com os piores níveis de desemprego – Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro – tem margem quatro vezes acima. 

Porém, o empresário José Wenceslau, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), diz que o número positivo também tem um lado negativo. Segundo ele, tecnicamente, o desemprego é calculado a partir de 5% da população econômica ativa, quando se poderia dizer que há mais gente a procura de trabalho do que vagas. 

“Neste exato momento, Mato Grosso está no negativo. Nós temos mais empresas procurando funcionários do que pessoas disponíveis para trabalhar. Neste momento, tudo está favorável economicamente para Mato Grosso. Se o agro vai bem, o comércio e outros setores da economia vão bem, mas falta mão de obra”, afirma. 

Dono de uma rede de lojas de materiais de construção, o empresário diz que o cenário de escassez de trabalhadores já representa repressão da expansão de segmentos.  

“Eu tive que remanejar funcionários de outras lojas para uma nova recém-inaugurada, porque só consegui a metade do pessoal necessário. Me falta gerente, operador de máquinas, vendedor. Agora, porque tive que remanejar funcionários, as outras lojas tem menos gente e estão demorando mais um pouco para atender e tem afetado a avaliação da qualidade”, comenta. 

A dificuldade é mais ou menos generalizada. O empresário afirma que neste ano o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) abriu 15 mil vagas de cursos gratuitos distribuídos pelos 141 municípios; o preenchimento de todas elas levou mais tempo do que o esperado. 

“Eu já falei com o Governo que a gente precisa incentivar as pessoas a vir com a família para Mato Grosso. Não é somente um trabalho que fica três, quatro meses e volta para a sua terra. A gente precisa gerar renda familiar, para as pessoas se estabelecerem. O sonho dos brasileiros continua sendo a casa própria”, afirma. 

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