“A discussão sobre o fim da escala 6×1 precisa sair do campo da demagogia e ser trazida para a realidade. E por isso resolvi me posicionar. Na nossa empresa, por exemplo, mais de 90% da equipe já trabalha no regime 5×2, respeitando sempre a negociação direta entre o colaborador e a empresa. Isso é fruto de diálogo, não de imposição governamental”, disse em postagem nas redes sociais no feriado de Tiradentes, em 21 de abril.
No vídeo, o empresário mostrou a rotina de trabalho na unidade e destacou a flexibilidade na organização das jornadas, incluindo acordos para troca de dias de folga conforme a necessidade dos colaboradores.
“Estamos aqui no frigorífico com os nossos colaboradores todos trabalhando. E hoje é feriado. Mas eles, como acordo, trocaram o dia de ontem para o dia de hoje. Aproveitaram o final de semana, ter uma folga mais estendida, e hoje estão trabalhando. Isso que nós queremos falar da liberdade entre patrões e empregados para negociar”.
Cidinho afirmou que mudanças impostas pelo governo na jornada de trabalho não refletem a realidade das empresas e dos trabalhadores, defendendo que esse tipo de definição deve ocorrer no ambiente interno das organizações, com participação dos próprios colaboradores e, quando necessário, dos sindicatos.
“O governo não deveria interferir na liberdade de quem produz e de quem trabalha. Se o objetivo fosse realmente ajudar o trabalhador, ao invés de populismo e manipulação em período eleitoral, deveriam focar no que faria a diferença real no dia a dia.”
Entre as prioridades que, segundo ele, deveriam estar no foco das políticas públicas, estão a liberação recorrente do FGTS, melhores condições de moradia, ampliação de creches e avanços na saúde, especialmente para mulheres e gestantes.
O empresário também alertou para os impactos econômicos de mudanças na jornada sem considerar a dinâmica da produção, afirmando que isso pode elevar custos e pressionar preços.
“Além disso, mudar a escala de trabalho sem olhar para os impactos na produção tem um efeito colateral cruel: o aumento dos preços dos produtos. No fim das contas o maior prejudicado – e quem pagará essa conta – será o próprio trabalhador. A verdade é simples: quando se aumenta o custo de produção à força, os preços sobem e o ‘benefício’ some. Que tenhamos menos política de rede social e mais soluções reais para o Brasil”.

