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	<title>Arquivo de Artigos - Click Nova Olímpia</title>
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	<title>Arquivo de Artigos - Click Nova Olímpia</title>
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	<item>
		<title>PONTO CEGO &#8211; INDEPENDÊNCIA</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/ponto-cego-independencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 15:36:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Somos realmente independentes? Mais uma vez, o Brasil comemora sua Independência! Bandeiras nas ruas. Desfiles. Hinos. Discursos sobre soberania nacional. Mas existe uma pergunta que talvez incomode mais do que qualquer discurso: independentes de quem? Porque um país pode ser independente de uma metrópole e continuar dependente de interesses estrangeiros. Pode ser economicamente poderoso e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Somos realmente independentes?</div>
<div>Mais uma vez, o Brasil comemora sua Independência!</div>
<div>Bandeiras nas ruas. Desfiles. Hinos. Discursos sobre soberania nacional.</div>
<div>Mas existe uma pergunta que talvez incomode mais do que qualquer discurso:</div>
<div>independentes de quem?</div>
<div>Porque um país pode ser independente de uma metrópole e continuar dependente de interesses estrangeiros.</div>
<div>Pode ser economicamente poderoso e politicamente vulnerável.</div>
<div>Pode ter Constituição, eleições e três Poderes — e ainda assim permitir que esses Poderes se confundam, se protejam ou se submetam uns aos outros.</div>
<div>O noticiário desta semana deveria nos fazer pensar.</div>
<div>O Congresso terminou seu esforço concentrado sem conseguir votar propostas importantes do governo, como o fim da escala 6&#215;1 e a PEC da Segurança. O Senado decidiu empurrar parte dessa agenda para depois do primeiro turno.</div>
<div>Isso é ruim?</div>
<div>Não necessariamente.</div>
<div>É justamente assim que uma democracia constitucional deveria funcionar: um Poder não é extensão do outro.</div>
<div>O problema começa quando deixamos de perguntar por que um Poder bloqueia outro.</div>
<div>E pior ainda quando passamos a escolher nossos representantes apenas pelo candidato à Presidência.</div>
<div>Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal atravessa uma crise institucional que levou seu próprio presidente, Edson Fachin, a defender código de ética para a Corte, modernização do sistema de Justiça e o encerramento do inquérito das fake news. E afirmou algo que deveria ser óbvio numa República:</div>
<div>nenhuma autoridade está acima da Constituição.</div>
<div>Deveria ser óbvio.</div>
<div>Mas talvez justamente por ter deixado de ser óbvio seja necessário repeti-lo.</div>
<div>Porque independência não significa apenas ter uma bandeira própria.</div>
<div>Independência significa ter instituições capazes de dizer “não” umas às outras.</div>
<div>O Executivo precisa ser limitado pelo Legislativo.</div>
<div>O Legislativo precisa ser limitado pela Constituição.</div>
<div>O Judiciário precisa ser limitado pela lei e pela própria Constituição.</div>
<div>E todos precisam ser limitados por uma sociedade capaz de fiscalizá-los.</div>
<div>É aí que aparece o cidadão.</div>
<div>E é aí que aparece o voto.</div>
<div>O voto nos torna independentes?</div>
<div>Sim — mas somente se soubermos o que estamos fazendo com ele.</div>
<div>Em 2026, milhões de brasileiros estarão preocupados em escolher o presidente.</div>
<div>Mas o presidente não governa sozinho.</div>
<div>Haverá Congresso.</div>
<div>Haverá Senado.</div>
<div>Haverá Câmara dos Deputados.</div>
<div>Haverá governadores e assembleias legislativas.</div>
<div>Haverá Judiciário.</div>
<div>Haverá instituições de controle.</div>
<div>E haverá interesses econômicos, grupos organizados, partidos e forças externas disputando influência.</div>
<div>Uma pesquisa divulgada nesta semana mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em vários cenários de segundo turno.</div>
<div>Mas talvez essa seja justamente a armadilha.</div>
<div>Transformar a eleição inteira na pergunta “Lula ou Flávio?”</div>
<div>Como se escolher o presidente fosse escolher o Brasil.</div>
<div>Não é.</div>
<div>Presidente nenhum é o Brasil.</div>
<div>O Brasil é uma arquitetura de poderes.</div>
<div>E quando elegemos apenas a cabeça da arquitetura e esquecemos de quem fiscaliza, limita ou controla essa cabeça, podemos estar entregando a chave da casa sem escolher quem ficará com as fechaduras.</div>
<div>Independência, portanto, não é apenas uma questão de política externa.</div>
<div>É uma questão de independência institucional.</div>
<div>Um país é independente quando seu destino não pode ser decidido por um único governante.</div>
<div>Quando um ministro não está acima da Constituição.</div>
<div>Quando um senador não confunde mandato com propriedade.</div>
<div>Quando um deputado entende que representa o eleitor — não o dono do partido.</div>
<div>Quando o Executivo aceita ser contrariado.</div>
<div>Quando o Legislativo sabe dizer não.</div>
<div>Quando o Judiciário sabe que também precisa ser controlado.</div>
<div>E quando o cidadão entende que seu voto não serve apenas para escolher quem manda.</div>
<div>Serve também para escolher quem terá poder para impedir que quem manda abuse do poder.</div>
<div>É isso que talvez devêssemos celebrar no próximo 7 de Setembro.</div>
<div>Não apenas a independência conquistada em 1822.</div>
<div>Mas a independência que ainda estamos tentando construir.</div>
<div>Porque talvez a pergunta mais importante desta eleição não seja:</div>
<div>“Quem vai governar o Brasil?”</div>
<div>Talvez seja:</div>
<div>“Quem vai controlar quem governar o Brasil?”</div>
<div>E existe uma resposta para isso.</div>
<div>Nós.</div>
<div>Pelo voto.</div>
<div>Mas não por um voto cego.</div>
<div>Por um voto que enxergue o sistema inteiro.</div>
<div>Porque um eleitor que escolhe apenas quem quer no poder pode eleger um governante.</div>
<div>Um eleitor que escolhe também quem poderá limitar esse poder começa a construir uma República.</div>
<div>PONTO CEGO</div>
<div>Independência não é não ter dono estrangeiro.</div>
<div>É não permitir que ninguém — presidente, Congresso, ministro, partido, grupo econômico ou potência estrangeira — seja dono do Estado.</div>
<div>7 de Setembro.</div>
<div>Antes de comemorar a Independência, talvez seja hora de perguntar se sabemos exercê-la.</div>
<div style="text-align: right;"><strong>Por Paulo Laurentino é Artista Plástico e Publicitário.</strong></div>
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			</item>
		<item>
		<title>POLARIZAÇÃO</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/polarizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 11:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clicknovaolimpia.com.br/?p=96551</guid>

					<description><![CDATA[<p>A polarização é uma ferramenta poderosa para quem quer controlar uma disputa. Primeiro, divide-se o mundo em dois lados: nós e eles. A cruz e a espada. O bem e o mal. Depois, alimenta-se o conflito. Quanto maior a distância entre os lados, mais fácil convencer o eleitor de que ele precisa escolher um deles. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A polarização é uma ferramenta poderosa para quem quer controlar uma disputa.<br />
Primeiro, divide-se o mundo em dois lados: nós e eles. A cruz e a espada. O bem e o mal.<br />
Depois, alimenta-se o conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto maior a distância entre os lados, mais fácil convencer o eleitor de que ele precisa escolher um deles.<br />
Mas existe um terceiro movimento — ainda mais sofisticado.<br />
Quando os dois lados já estão consolidados, surge o “novo”.<br />
“Esse é diferente.”<br />
“Esse não é de nenhum lado.”<br />
“Esse é neutro.”<br />
E uma parte do eleitorado corre para ele.<br />
Sem perceber que pode estar apenas diante de uma nova estratégia de divisão do voto.<br />
E aqui existe um ponto cego ainda mais perigoso:<br />
o falso centro.<br />
Não estamos falando do centro como posição política legítima.<br />
O centro pode ser necessário. Pode representar equilíbrio, moderação, diálogo e capacidade de construir consensos.<br />
O problema aparece quando o “centro” não nasce de uma convicção política, mas de uma estratégia eleitoral.<br />
Cria-se então um personagem, uma candidatura ou um movimento com aparência de independência.<br />
Não é “da esquerda”.<br />
Não é “da direita”.<br />
Não é “de nenhum dos dois”.<br />
É o novo.<br />
É o moderado.<br />
É o “caminho do meio”.<br />
E justamente por parecer uma alternativa aos dois lados, consegue capturar uma parcela do eleitorado que, em outras circunstâncias, poderia votar em um dos adversários.<br />
O cálculo pode ser simples:<br />
retirar votos suficientes de um lado no primeiro turno para alterar a composição da disputa.<br />
Não é necessariamente preciso vencer.<br />
Basta crescer o suficiente para tirar votos de quem não deveria chegar forte ao segundo turno.<br />
E então acontece algo que, para o eleitor desatento, pode parecer contraditório.<br />
A candidatura que se apresentou como independente, neutra ou alternativa revela sua proximidade.<br />
No segundo turno, o “meio” encontra um lado.<br />
O “neutro” escolhe uma trincheira.<br />
O “centralizado” faz uma aliança.<br />
E aquilo que parecia uma terceira via pode ter funcionado, desde o começo, como uma ponte eleitoral para um dos lados.<br />
É aí que a polarização se torna uma engenharia mais sofisticada.<br />
Primeiro, apresentam-se dois inimigos.<br />
Depois, cria-se um terceiro caminho.<br />
O terceiro caminho divide os votos.<br />
E, no momento decisivo, ele pode voltar para um dos dois lados originais.<br />
Dividir no primeiro turno. Somar no segundo.<br />
Essa possibilidade não significa que toda terceira candidatura seja falsa.<br />
Nem que todo candidato de centro seja um instrumento de alguém.<br />
Seria tão simplista quanto a própria polarização que estamos tentando compreender.<br />
O ponto cego está em outro lugar:<br />
não investigar a origem, os interesses, as alianças, os financiadores, os discursos e, principalmente, a trajetória de quem aparece como “novo”.<br />
Porque novidade não é sinônimo de independência.<br />
Neutralidade declarada não é prova de imparcialidade.<br />
E estar no meio não significa necessariamente estar acima da disputa.<br />
Às vezes, estar no meio é exatamente a posição mais conveniente para capturar votos dos dois lados.<br />
O problema não é existir um terceiro caminho.<br />
O problema é acreditar que estar no meio é, por si só, uma virtude.<br />
Não é.<br />
Entre a cruz e a espada pode existir sabedoria.<br />
Mas também pode existir oportunismo, ausência de posição ou cálculo eleitoral.<br />
Por isso, antes de entregar nosso voto ao “neutro”, talvez devêssemos fazer algumas perguntas incômodas:<br />
Novidade em quê?<br />
Novidade para quem?<br />
Quem está por trás?<br />
De onde veio?<br />
Com quem se relaciona?<br />
Quem ganha se ele crescer?<br />
E, principalmente:<br />
Se houver segundo turno, para onde esse “neutro” irá?<br />
Porque talvez a pergunta mais importante não seja descobrir quem está no meio.<br />
É descobrir:<br />
A serviço de quem esse meio está?<br />
Em 2026, talvez o maior sinal de que ainda estamos sem rumo seja este:<br />
continuamos escolhendo pelo lugar que alguém ocupa no conflito — e não pela capacidade que demonstra para conduzir o país.<br />
A pergunta não deveria ser:<br />
“De que lado ele está?”<br />
Nem:<br />
“Ele é o novo?”<br />
Nem sequer:<br />
“Ele é neutro?”<br />
A pergunta deveria ser:<br />
“Ele está preparado para governar?”<br />
Porque, quando o eleitor não sabe para onde quer ir,<br />
qualquer caminho parece uma saída.<br />
E quando um povo não sabe para onde quer ir,<br />
até o caminho pode ser escolhido por quem sabe exatamente onde quer chegar.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Laurentino é<br />
Artista Plástico e Publicitário</p>
<p style="text-align: justify;">#PontoCego<br />
#PontoCego2026<br />
#Consciência<br />
#Percepção<br />
#Cidadania<br />
#Democracia<br />
#PensamentoCrítico<br />
#EducaçãoCívica<br />
#Reflexão<br />
#Brasil</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fale do conteúdo</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/fale-do-conteudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 10:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seja bom sem precisar dizer que é bom. As pessoas precisam perceber suas virtudes e qualidades sem que, para isso, você precise verbalizar. Você já renunciou a algum evento para participar de uma palestra a qual você tanto aguardava? Isso estava diretamente ligado ao seu interesse e perspectiva como ouvinte. Você foi para o evento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header class="entry-header entry-hero">
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<div class="wp-block-group">
<div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Seja bom sem precisar dizer que é bom. As pessoas precisam perceber suas virtudes e qualidades sem que, para isso, você precise verbalizar.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Você já renunciou a algum evento para participar de uma palestra a qual você tanto aguardava? Isso estava diretamente ligado ao seu interesse e perspectiva como ouvinte. Você foi para o evento para aprender e repensar as questões que seriam abordadas.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Agora, imagine a seguinte situação: a palestra terá a duração de 1 hora, e o palestrante, por possuir um currículo invejável, com experiência vasta sobre o tema, começa a dissertar o seu currículo, de forma bem minuciosa, contando as suas formações, os trabalhos já realizados, os livros publicados e os países para os quais já viajou.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Quando menos percebeu, ele já havia utilizado mais de 30 minutos daquela apresentação apenas contando suas histórias e ressaltando o seu currículo e, desta forma, restavam menos de 30 minutos para ele, de fato, imergir no conteúdo da palestra, portanto, precisaria acelerar o assunto ou, quem sabe, cortar alguns tópicos do conteúdo programado.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Como você se sentiria ao sair desta palestra? Tenho certeza de que ficou muito decepcionado, pois a sua expectativa era enorme e, ao invés de o palestrante dedicar tempo ao conteúdo da palestra, concentrou-se em falar de seus méritos.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>O ouvinte quer saber do conteúdo e não de assuntos adjacentes.</strong> <strong>Os méritos não importam no momento de uma apresentação, se as pessoas estão ali presentes, é porque já sabem da trajetória do palestrante e desejam ouvir a mensagem. De qualquer modo, o currículo estará disponível na divulgação do evento.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Nós, enquanto palestrantes, precisamos estar atentos quanto a isso, pois do contrário estaremos frustrando os nossos ouvintes. Um orador consciente também ficará frustrado por não conseguir repassar todo o conteúdo estipulado para aquela apresentação.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Caso queira falar ou dar ênfase ao seu currículo, não ultrapasse o tempo de 5 minutos. Seja sutil nessa tarefa, para não passar uma imagem arrogante.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Se, mesmo assim, você insistir em desejar falar mais sobre o seu currículo, ao invés de dar detalhes na abertura, faça uma síntese no começo e paulatinamente vá acrescentando algumas informações no decorrer da palestra. Vale novamente a observação:</strong> <strong>seja sutil.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Outro fator que incomoda muitos ouvintes é quando o palestrante abusa em contar causos e histórias. Essa situação até pode fazer parte da didática do orador, não obstante, jamais será o cerne da palestra.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>As pessoas querem ouvir o conteúdo, por isso se organize a fim de elaborar um cronograma de apresentação, e ela poderá conter: introdução, desenvolvimento detalhado do conteúdo e conclusão. É importante colocar cada tarefa do cronograma de apresentação, com o tempo estimado para a sua execução.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Que você possa refletir sobre esse assunto e dedicar mais tempo ao que realmente importa. Monte o cronograma da mensagem organizadamente e concatenada. Fale do conteúdo e não sobre você e dos seus méritos. Seja bom, sem que, para isso, você precise falar.</strong></p>
<figure id="attachment_74748" aria-describedby="caption-attachment-74748" style="width: 221px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-74748" src="https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" srcset="https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-221x300.jpg 221w, https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-150x203.jpg 150w, https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-300x407.jpg 300w, https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114.jpg 543w" sizes="(max-width: 221px) 100vw, 221px" /><figcaption id="caption-attachment-74748" class="wp-caption-text">francisneyliberato</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Francisney Liberato</strong> é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Portfólio de cursos e palestras:</strong> <a href="https://francisneyliberato.my.canva.site/">https://francisneyliberato.my.canva.site/</a></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.francisney.com.br/" rel="nofollow">http://www.francisney.com.br</a><br />
</strong></p>
</div>
</div>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Entre no meu ca</strong><strong>nal do TELEGRAM: <a href="https://t.me/francisneyliberato7" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-2601" src="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=80&amp;h=23" sizes="(max-width: 80px) 100vw, 80px" srcset="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=80&amp;h=23 80w, https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=160&amp;h=46 160w, https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=150&amp;h=43 150w" alt="clique_aqui" width="80" height="23" data-attachment-id="2601" data-permalink="https://francisney.com.br/2020/07/11/quem-sao-os-seus-gigantes/clique_aqui/" data-orig-file="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png" data-orig-size="1501,430" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="clique_aqui" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=720" /></a></strong></p>
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		<title>Brasil estatístico: trabalhou uma hora, venceu na vida; pagou tudo mais caro, foi só impressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:27:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Slideshow]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil encontrou uma solução extraordinária para seus problemas econômicos. Não foi necessário criar empregos estáveis, melhorar salários ou devolver poder de compra às famílias. Bastou consultar a metodologia, organizar as casas decimais e anunciar: a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho. É a menor taxa para esse período desde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O Brasil encontrou uma solução extraordinária para seus problemas econômicos. Não foi necessário criar empregos estáveis, melhorar salários ou devolver poder de compra às famílias. Bastou consultar a metodologia, organizar as casas decimais e anunciar: a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">É a menor taxa para esse período desde o início da série histórica, em 2012. O país também alcançou 102,4 milhões de pessoas ocupadas e uma taxa de subutilização de 13%. Portanto, se o emprego não chegou à sua casa, mantenha a calma: estatisticamente, ele passou por lá. Talvez você estivesse no banho.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Os números divulgados pelo IBGE são reais dentro dos critérios da PNAD Contínua. A questão incômoda — aquela que costuma estragar a comemoração oficial — é o que precisa acontecer para uma pessoa entrar no respeitável grupo dos ocupados.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">A resposta é singela: ter exercido alguma atividade remunerada durante a semana de referência, ainda que por apenas uma hora. Uma hora. Sessenta minutos. Menos do que muita gente passa esperando atendimento em banco, posto de saúde ou repartição pública.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Trabalhou uma horinha? Parabéns, cidadão! Você acaba de ser promovido a integrante da população ocupada brasileira. Não importa se conseguiu pagar aluguel, alimentação, energia, água, transporte ou o botijão de gás. A estatística não é invasiva a esse ponto. Ela quer saber se houve trabalho, não se houve sobrevivência.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O critério não foi inventado agora e segue recomendações internacionais destinadas a permitir a comparação entre países. Tecnicamente, portanto, não existe fraude nessa classificação. Existe algo talvez mais sofisticado: uma definição correta para responder a uma pergunta estreita, apresentada ao público como se respondesse a todas as outras.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">A taxa mostra quantas pessoas procuraram trabalho, estavam disponíveis e não conseguiram nenhuma ocupação. Ela não mede, sozinha, quantos brasileiros têm emprego estável, renda suficiente, carteira assinada, jornada regular ou alguma esperança de chegar ao fim do mês sem negociar com a geladeira.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Também podem ser considerados ocupados os familiares que trabalham sem remuneração direta auxiliando uma atividade econômica de outro integrante da família. Não basta lavar uma louça, colocar farinha no bolo do café da tarde ou ajudar a mãe com as tarefas domésticas. É preciso colaborar com uma atividade destinada ao mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Mas, se a família vende bolos e alguém ajuda na produção comercial durante o período pesquisado, essa pessoa pode entrar como ocupada. O bolo talvez não cresça, a renda talvez não seja suficiente, mas a estatística já cumpriu sua parte.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Desistiu de procurar? O desemprego também desistiu de você</strong></h2>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Há ainda uma saída especialmente elegante para reduzir o desemprego: parar de procurar trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Na metodologia, só é considerada desocupada a pessoa sem ocupação que tomou providências efetivas para conseguir trabalho nos 30 dias anteriores e estava disponível para começar. Quem gostaria de trabalhar, mas desistiu de procurar por desânimo, falta de oportunidades, custo de transporte ou qualquer outra dificuldade, não aparece na taxa principal de desemprego.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Essa pessoa também não é considerada empregada, como se afirma equivocadamente em alguns comentários. Ela fica fora da força de trabalho ou pode aparecer em indicadores complementares, como o de desalentados e o de subutilização.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">É uma distinção tecnicamente legítima, mas politicamente bastante conveniente. O cidadão continua sem trabalho e sem renda; a taxa de desemprego, porém, deixa de se incomodar com ele.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Afinal, se ninguém procurar emprego, o país poderá alcançar o glorioso desemprego zero sem precisar abrir uma única vaga. Será a primeira economia do mundo a resolver o mercado de trabalho por abandono estatístico.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Segundo o próprio IBGE, a taxa de subutilização — indicador mais amplo, que inclui desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e parte da força de trabalho potencial — ficou em 13%, bem acima dos festejados 5,3%. Esse número não anula a queda da desocupação, mas oferece uma fotografia menos adequada para fogos de artifício. <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html">Dados oficiais da PNAD Contínua</a></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>A inflação educada e o supermercado malcriado</strong></h2>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">No universo dos preços, a mágica é igualmente refinada.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,44% em julho de 2026. Esse é o índice oficial mais recente disponível — e não 4,25%, como mencionado no programa que motivou este texto. <a href="https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php">Painel oficial de inflação do IBGE</a></p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O brasileiro olha para a mensalidade escolar, o supermercado, o plano de saúde, a energia e o aluguel e pergunta: “Somente isso?”. O índice responde com a serenidade de quem não precisa passar o cartão: “Na média, sim”.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Eis a palavra sagrada: média.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O IPCA acompanha uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com diferentes padrões de renda. Alguns itens sobem muito, outros sobem pouco e alguns ficam mais baratos. Tudo recebe um peso e entra no cálculo.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Por isso, a inflação oficial pode estar correta e, ao mesmo tempo, parecer uma criatura completamente desconhecida para determinada família. Se a mensalidade escolar aumentou 20%, o índice não está dizendo que isso não aconteceu. Está apenas explicando que, na cesta nacional, outros preços e pesos reduziram o resultado médio.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">É um grande conforto. Você paga 20% a mais, mas pode dormir tranquilo sabendo que, em algum lugar da planilha, outro produto ajudou a controlar a sua inflação.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Talvez o preço de algo que você não compra tenha caído. Talvez um serviço que você não utiliza tenha subido menos. Talvez a sua família consuma justamente os itens que mais encareceram. Detalhes particulares, naturalmente. A média nacional não pode parar por causa do seu boleto.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">A inflação oficial mede a variação média dos preços; não mede o custo de vida específico de cada residência. Duas famílias na mesma cidade podem enfrentar inflações pessoais muito diferentes. Uma gasta mais com aluguel e alimentação; outra, com educação, saúde e transporte. Ambas recebem o mesmo índice oficial e contas completamente diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Portanto, quando alguém diz que a inflação foi de 4,44%, não está afirmando que todos os preços subiram exatamente 4,44%. O problema começa quando governos e propagandas tratam essa média como certificado de tranquilidade econômica e esperam que o cidadão peça desculpas ao supermercado por ter entendido errado o valor da compra.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Basta virar o mapa — e a realidade</strong></h2>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, tornou-se associado à divulgação de um mapa-múndi com o Sul na parte superior. A representação foi apresentada como uma provocação à visão tradicional, na qual Europa e América do Norte aparecem “acima”.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Não existe, geograficamente, obrigação científica de colocar o Norte no topo. A escolha é uma convenção. Portanto, o mapa invertido não falsifica a localização do Brasil.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Mas a imagem oferece uma metáfora irresistível.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Se a realidade parece desconfortável, vire o mapa. Se a renda não sustenta a família, destaque a taxa de ocupação. Se os preços vividos parecem muito superiores ao índice, explique a média. Se milhões de pessoas desistiram de procurar trabalho, retire-as da taxa principal e contemple a melhora.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Não é preciso necessariamente falsificar os números. Basta escolher o indicador mais simpático, esconder as limitações no rodapé e apresentar uma parte da realidade como se fosse o todo.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">O desemprego de 5,3% não é falso. A inflação de 4,44% também não. Falso é fingir que esses dois números, isoladamente, descrevem com fidelidade a vida do brasileiro.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Enquanto a estatística comemora, o trabalhador faz suas próprias contas. Ele sabe quantas horas trabalhou, quanto recebeu, o que deixou de comprar e qual boleto precisou adiar.</p>
<p class="isSelectedEnd" style="text-align: justify;">Pode não dominar a metodologia da PNAD nem os pesos do IPCA. Mas conhece profundamente uma ciência que nenhuma coletiva oficial consegue revogar: a matemática do fim do mês.</p>
<p style="text-align: justify;">E nessa pesquisa, feita diariamente dentro de milhões de casas, a margem de erro costuma ser zero.</p>
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		<title>Sua cidade está melhorando?</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/sua-cidade-esta-melhorando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe se a cidade onde mora está melhorando? A pergunta parece simples, mas a resposta nem sempre é. Uma obra nova chama atenção, uma propaganda bem produzida transmite sensação de avanço e um discurso convincente pode criar a impressão de que tudo está melhor. Mas sensação não é indicador, propaganda não é evidência e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe se a cidade onde mora está melhorando? A pergunta parece simples, mas a resposta nem sempre é. Uma obra nova chama atenção, uma propaganda bem produzida transmite sensação de avanço e um discurso convincente pode criar a impressão de que tudo está melhor. Mas sensação não é indicador, propaganda não é evidência e promessa não é resultado.</p>
<p>Em 2026, os brasileiros voltarão às urnas para escolher deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e o presidente da República. Em meio a campanhas, promessas e disputas políticas, uma boa forma de escolher pode começar pelo lugar onde cada eleitor vive: como estão a saúde, a educação, a segurança, a infraestrutura, as contas públicas e as oportunidades de trabalho? E, principalmente, esses resultados estão melhorando?</p>
<p>É MAIS SIMPLES DO QUE PARECE</p>
<p>O cidadão não precisa ser especialista em administração pública para começar a responder essas perguntas. Existem diversas ferramentas que permitem consultar informações públicas, acompanhar indicadores e comparar municípios. Uma delas é o IGMA — Índice de Gestão Municipal Aquila, que, em sua metodologia de 2026, reúne 98 indicadores distribuídos em seis áreas: Governança, Eficiência Fiscal e Transparência; Educação; Saúde e Bem-Estar; Infraestrutura e Sustentabilidade; Segurança Pública; e Desenvolvimento Socioeconômico.</p>
<p>Na prática, isso permite trocar o discurso genérico por perguntas objetivas. Quer saber como sua cidade está na educação? Consulte os indicadores. Quer avaliar a saúde, a segurança, a infraestrutura ou as contas públicas? Compare os resultados. A lógica é simples: em vez de apenas ouvir o que dizem sobre a cidade, veja o que os números mostram.</p>
<p>MAS TODO NÚMERO CONTA A HISTÓRIA INTEIRA?</p>
<p>Não. Esse é um cuidado importante para quem começa a utilizar indicadores públicos. Um índice não explica sozinho a realidade de um município. Os dados podem ser atualizados e aperfeiçoados, enquanto os resultados de uma cidade sofrem influência de fatores históricos, econômicos e sociais, além das políticas executadas pelos diferentes níveis de governo.</p>
<p>Por isso, indicador não deve ser tratado como sentença. É uma ferramenta para fazer perguntas melhores. Muitos dos dados utilizados nas avaliações municipais já são produzidos por bases oficiais, como as informações do mercado de trabalho do Novo Caged e os dados contábeis, orçamentários e fiscais encaminhados pelos municípios ao Tesouro Nacional por meio do Siconfi. São informações que ajudam a enxergar aquilo que muitas vezes fica escondido atrás de discursos e slogans.</p>
<p>NÃO CONFUNDA RANKING COM REALIDADE</p>
<p>Se sua cidade aparece bem colocada, faça uma pergunta incômoda: bem em relação a quem? Um município pode liderar determinado indicador em seu Estado e, ainda assim, apresentar desempenho apenas mediano quando comparado com outros municípios brasileiros. Da mesma forma, uma cidade que não ocupa o primeiro lugar pode apresentar resultados expressivos em determinadas áreas.</p>
<p>Ser o melhor entre os piores não é o mesmo que ser excelente. Por isso, a comparação precisa considerar contexto, características do município e evolução ao longo do tempo. Mais importante do que descobrir quem está no topo hoje é compreender quem está avançando, em quais áreas e por quê. Uma fotografia mostra uma situação; uma sequência de fotografias mostra uma trajetória.</p>
<p>A QUEM PERTENCE CADA RESULTADO?</p>
<p>Há outra pergunta que o eleitor precisa aprender a fazer: quem é responsável pelo quê? Um prefeito não controla tudo o que acontece em seu município. Governadores e o presidente também não. Municípios, Estados e União possuem competências próprias, mas muitas políticas públicas são compartilhadas, tanto no financiamento quanto na execução.</p>
<p>Saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social podem envolver diferentes níveis de governo. Por isso, antes de elogiar ou criticar, é preciso saber quem tem a responsabilidade, quem financia, quem executa e quem fiscaliza. Essa distinção evita atribuir ao governante aquilo que não depende dele e, ao mesmo tempo, deixar de cobrar aquilo que efetivamente está sob sua responsabilidade.</p>
<p>E OS PARLAMENTARES?</p>
<p>A mesma lógica vale para deputados estaduais, deputados federais e senadores. Eles representam a população, participam do processo legislativo, fiscalizam o Executivo e podem contribuir para a destinação de recursos por meio de emendas parlamentares. Mas anunciar uma emenda não é entregar resultado.</p>
<p>O cidadão deveria perguntar: quanto foi destinado? Para onde foi? Quem recebeu? O recurso foi efetivamente aplicado? Qual problema pretendia resolver? O benefício chegou à população? Qual resultado pode ser comprovado? Essas perguntas não são acusações. São exercício de cidadania. Dinheiro público precisa deixar rastro. E resultado precisa deixar evidência.</p>
<p>NÃO ACREDITE. NÃO DESCONFIE. CONFIRA.</p>
<p>Se alguém disser que a saúde melhorou, procure os indicadores. Se afirmar que a educação avançou, compare os resultados. Se disser que as contas estão equilibradas, consulte os dados fiscais. Se um parlamentar afirmar que levou recursos para sua cidade, procure saber quanto foi destinado, onde foi aplicado e qual resultado produziu.</p>
<p>Não é preciso acreditar cegamente na propaganda. Também não é preciso desconfiar de tudo. É preciso conferir. O IGMA é apenas uma das ferramentas disponíveis. Portais de transparência, bases oficiais, tribunais de contas, órgãos de controle e outras fontes também podem ajudar. Quanto mais informações forem confrontadas, maior será a capacidade de formar uma opinião própria.</p>
<p>FAÇA O TESTE NA SUA CIDADE</p>
<p>Agora faça uma experiência. Pesquise o nome do seu município, observe os indicadores e veja em quais áreas ele apresenta melhores resultados e em quais enfrenta maiores desafios. Compare com outras cidades do Estado e, depois, com municípios semelhantes de outras regiões do Brasil.</p>
<p>Se puder, acompanhe os resultados ao longo do tempo. Uma cidade pode ocupar uma posição confortável e estar parando no tempo. Outra pode enfrentar problemas importantes e, ainda assim, estar avançando rapidamente. Por isso, talvez seja mais importante saber para onde a cidade está indo do que simplesmente descobrir onde ela está.</p>
<p>UM NOVO RETRATO DAS CIDADES</p>
<p>A edição de 2026 do Prêmio Band Cidades Excelentes utiliza o IGMA como referência e reúne 98 indicadores em seis áreas. Os 5.568 municípios brasileiros estão automaticamente considerados na premiação, conforme as regras estabelecidas. O prêmio pode destacar cidades com bons resultados e experiências que merecem ser conhecidas, mas seu maior valor para o cidadão está na possibilidade de estimular um olhar mais atento sobre a realidade de cada município.</p>
<p>Não se trata apenas de descobrir qual é a “melhor cidade do Brasil”. Trata-se de compreender o que está funcionando, onde existem problemas, quais cidades avançaram e o que pode ser aprendido com elas. Afinal, uma boa gestão pública não deveria servir apenas para produzir um troféu. Deveria produzir uma vida melhor para quem mora na cidade.</p>
<p>ANTES DE VOTAR, CONHEÇA A REALIDADE</p>
<p>Em ano eleitoral, veremos obras, vídeos, discursos, inaugurações, promessas e campanhas cuidadosamente produzidas para conquistar votos. Isso faz parte da democracia. Mas democracia não é apenas escolher. É escolher com informação.</p>
<p>Antes de acreditar que uma cidade está melhor porque alguém disse que está, procure os dados. Antes de concluir que uma gestão foi boa ou ruim, compare. Antes de cobrar um governante, descubra se aquela responsabilidade é realmente dele. Antes de votar em um parlamentar, procure saber o que ele fez, quais recursos ajudou a destinar e, principalmente, quais resultados podem ser comprovados.</p>
<p>O IGMA não diz em quem você deve votar. Nenhum indicador deveria fazer isso. A decisão é sua. Mas uma decisão baseada em informação tende a ser melhor do que uma decisão baseada apenas em impressão. O cidadão não precisa aceitar o discurso pronto nem transformar o ranking em sentença. Precisa usar os dados para pensar, comparar e fazer perguntas melhores.</p>
<p>SUA CIDADE ESTÁ MELHORANDO?</p>
<p>Consulte os 98 indicadores da metodologia de 2026 e descubra como seu município se posiciona nas áreas de Governança, Eficiência Fiscal e Transparência; Educação; Saúde e Bem-Estar; Infraestrutura e Sustentabilidade; Segurança Pública; e Desenvolvimento Socioeconômico. Compare os resultados, observe a evolução e procure compreender as diferenças entre os municípios.</p>
<p>Veja quais cidades apresentam melhores resultados e quais enfrentam maiores desafios. Mas, sobretudo, descubra onde está a sua. Depois, vá além do ranking: pergunte em quais áreas avançamos, em quais estamos ficando para trás, o que mudou nos últimos anos, quem é responsável por cada resultado, quanto dinheiro público foi destinado, onde foi aplicado e qual benefício chegou efetivamente à população.</p>
<p>Talvez você descubra que sua cidade está melhor do que imaginava. Talvez descubra que ainda há muito a melhorar. Em qualquer dos casos, terá dado um passo importante: trocar uma opinião baseada apenas em discurso por uma opinião baseada também em informação. Quem conhece os números não precisa aceitar o discurso pronto. Pode fazer suas próprias perguntas. E quem faz perguntas melhores também pode fazer escolhas melhores.</p>
<p>E, SE ESTÁ MELHORANDO, MELHORANDO EM RELAÇÃO A QUEM?</p>
<p>Consulte o IGMA:<br />
<a href="https://igma.aquila.com.br/">https://igma.aquila.com.br/</a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Angelo Silva de Oliveira é Mestre em Administração Pública (UFMS) | Especialista em Gestão Pública Municipal (UNEMAT) e em Organização Socioeconômica (UFMT) | Administrador (UFMT) | Auditor Interno NBR ISO 9001:2015</strong></em></p>
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		<title>A MAIOR VANTAGEM HUMANA NÃO É A INTELIGÊNCIA</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/a-maior-vantagem-humana-nao-e-a-inteligencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2026 12:22:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clicknovaolimpia.com.br/?p=96313</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante séculos acreditamos que o que nos diferenciava dos outros animais era a força. Depois descobrimos que não. Então passamos a acreditar que era a inteligência. Mas talvez este também seja um ponto cego. A inteligência, sozinha, nunca impediu guerras, fanatismos, genocídios ou manipulações. Ao contrário. Muitos dos maiores horrores da história foram planejados por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Durante séculos acreditamos que o que nos diferenciava dos outros animais era a força.<br />
Depois descobrimos que não.<br />
Então passamos a acreditar que era a inteligência.<br />
Mas talvez este também seja um ponto cego.<br />
A inteligência, sozinha, nunca impediu guerras, fanatismos, genocídios ou manipulações. Ao contrário. Muitos dos maiores horrores da história foram planejados por pessoas extremamente inteligentes.<br />
A verdadeira pergunta talvez seja outra.<br />
De que adianta uma inteligência extraordinária quando ela enxerga apenas uma parte da realidade?<br />
Um cérebro brilhante pode defender uma mentira.<br />
Um cientista pode ignorar evidências que ameaçam suas convicções.<br />
Um religioso pode transformar fé em intolerância.<br />
Um político pode acreditar sinceramente que salvará o mundo enquanto destrói a liberdade.<br />
Um cidadão comum pode repetir opiniões durante décadas sem jamais perguntar de onde elas vieram.<br />
O problema não é falta de inteligência.<br />
É falta de percepção.<br />
Perceber exige algo que nenhuma máquina, nenhum diploma e nenhuma ideologia conseguem substituir: a disposição de desconfiar das próprias certezas.<br />
Quem amplia a percepção passa a enxergar nuances onde antes via inimigos.<br />
Passa a fazer perguntas onde antes apenas repetia respostas.<br />
Passa a observar o próprio pensamento antes de defendê-lo.<br />
Talvez a maior evolução humana não seja criar inteligências artificiais cada vez mais poderosas.<br />
Talvez seja desenvolver seres humanos capazes de perceber quando estão sendo conduzidos por hábitos, medos, crenças ou narrativas que nunca escolheram conscientemente.<br />
Porque existe uma diferença enorme entre pensar&#8230;<br />
&#8230;e perceber que estamos pensando.<br />
E talvez seja exatamente nesse espaço, quase invisível, que nasça a verdadeira liberdade.<br />
Esse pode ser o maior ponto cego da nossa espécie: acreditar que evoluímos apenas quando acumulamos conhecimento, quando, na realidade, só evoluímos de verdade quando ampliamos a percepção.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Paulo Laurentino é</strong><br />
<strong>Artista Plástico e Publicitário</strong></p>
<p style="text-align: justify;">#PontoCego<br />
#PontoCego2026<br />
#Consciência<br />
#Percepção<br />
#Cidadania<br />
#Democracia<br />
#PensamentoCrítico<br />
#EducaçãoCívica<br />
#Reflexão<br />
#Brasil</p>
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		<title>O cidadão que muda uma nação</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/o-cidadao-que-muda-uma-nacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 22:17:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clicknovaolimpia.com.br/?p=96142</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esperamos que um presidente resolva, que um governador transforme, que um prefeito conserte, que um vereador fiscalize. E, naturalmente, eles têm responsabilidades. Mas existe uma pergunta que quase sempre fica escondida: O que cabe a nós? Uma democracia não é uma máquina que funciona sozinha depois que escolhemos nossos representantes. Ela depende continuamente do comportamento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Esperamos que um presidente resolva, que um governador transforme, que um prefeito conserte, que um vereador fiscalize.<br />
E, naturalmente, eles têm responsabilidades.<br />
Mas existe uma pergunta que quase sempre fica escondida:<br />
O que cabe a nós?<br />
Uma democracia não é uma máquina que funciona sozinha depois que escolhemos nossos representantes. Ela depende continuamente do comportamento dos cidadãos que a formam.<br />
O governo pode criar leis.<br />
Mas são pessoas que as cumprem.<br />
O Estado pode oferecer serviços.<br />
Mas são cidadãos que acompanham, utilizam e fiscalizam esses serviços.<br />
Representantes podem tomar decisões.<br />
Mas é a sociedade que pode questioná-las, cobrar resultados e, quando necessário, substituir aqueles que receberam seu voto.<br />
Por isso, uma democracia forte não é construída apenas dentro dos palácios, câmaras e gabinetes.<br />
Ela começa na vida cotidiana.<br />
Começa quando alguém decide não compartilhar uma mentira apenas porque ela favorece seu lado.<br />
Quando verifica uma informação antes de acreditar nela.<br />
Quando escuta uma opinião diferente sem transformar imediatamente o outro em inimigo.<br />
Quando cobra um representante sem esperar receber um favor pessoal.<br />
Quando reconhece uma boa decisão mesmo que tenha sido tomada por alguém de quem discorda.<br />
Quando cuida do espaço público como cuidaria da própria casa.<br />
Esses comportamentos parecem pequenos diante dos grandes problemas de uma nação.<br />
Mas uma sociedade é formada justamente pela soma desses comportamentos.<br />
A cidadania também não se resume ao voto.<br />
Votar é um momento importante, mas temporário.<br />
Ser cidadão é permanente.<br />
Significa acompanhar, participar, perguntar, fiscalizar, dialogar e assumir responsabilidade pelas consequências das próprias escolhas.<br />
Existe ainda uma responsabilidade particularmente difícil: aceitar que o outro também faz parte da democracia.<br />
O cidadão que pensa diferente continua sendo cidadão.<br />
O adversário político continua tendo direitos.<br />
Discordar não exige destruir.<br />
Democracia não é a vitória permanente de um grupo sobre todos os outros. É a construção de regras que permitam que pessoas diferentes convivam, disputem ideias, escolham representantes e possam mudar de posição sem violência.<br />
Quando perdemos essa capacidade, transformamos política em torcida.<br />
E quando a política vira torcida, começamos a defender pessoas contra fatos, grupos contra interesses públicos e narrativas contra a realidade.<br />
O cidadão consciente faz o movimento contrário.<br />
Ele não pergunta apenas:<br />
“Quem ganhou?”<br />
Pergunta:<br />
“O que podemos construir juntos?”<br />
Isso não significa abandonar convicções.<br />
Significa compreender que o bem comum é maior do que qualquer identidade política.<br />
Uma nação também muda quando seus cidadãos deixam de esperar salvadores.<br />
Nenhum governante, por mais competente que seja, consegue substituir milhões de pessoas conscientes.<br />
Nenhuma lei consegue produzir sozinha uma sociedade responsável.<br />
Nenhuma instituição permanece saudável quando aqueles que deveriam defendê-la deixam de se importar.<br />
A transformação começa quando o cidadão percebe que não é espectador da vida pública.<br />
Ele faz parte dela.<br />
Seu comportamento influencia o ambiente.<br />
Sua informação influencia outras pessoas.<br />
Sua escolha influencia representantes.<br />
Sua cobrança influencia decisões.<br />
Seu exemplo influencia sua comunidade.<br />
E sua omissão também produz consequências.<br />
Talvez seja por isso que a pergunta mais poderosa diante de qualquer problema público não seja apenas:<br />
“O que o governo vai fazer?”<br />
Mas também:<br />
“O que nós podemos fazer?”<br />
Uma democracia amadurece quando o cidadão deixa de enxergar o poder como algo que pertence aos outros.<br />
O poder também passa por suas mãos.<br />
Passa pelo voto.<br />
Pela palavra.<br />
Pela participação.<br />
Pela fiscalização.<br />
Pelo respeito às regras.<br />
Pela capacidade de dialogar.<br />
E, sobretudo, pela responsabilidade de não entregar aos outros aquilo que ele próprio pode exercer.<br />
Uma nação não muda apenas quando muda seu governo.<br />
Muda quando muda o comportamento de seus cidadãos.<br />
E talvez o cidadão que pode transformar uma nação não seja aquele que grita mais alto.<br />
Seja aquele que compreende que, todos os dias, também está construindo o país que reclama.</p>
<p style="text-align: justify;">
Paulo Laurentino é<br />
Artista Plástico e Publicitário</p>
<p style="text-align: justify;">#PontoCego<br />
#PontoCego2026<br />
#Consciência<br />
#Percepção<br />
#Cidadania<br />
#Democracia<br />
#PensamentoCrítico<br />
#EducaçãoCívica<br />
#Reflexão<br />
#Brasil</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pratique o bom humor</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/pratique-o-bom-humor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 16:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clicknovaolimpia.com.br/?p=96020</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mundo já é pesado demais para continuarmos com o seu percurso rotineiro. Todos os dias temos muitas coisas para pensar e organizar, e nem sempre acertamos em nossas decisões. Infelizmente, ainda erramos na avaliação da problemática. A nossa responsabilidade e autorresponsabilidade são gigantescas. Há uma cobrança diária por excelentes resultados. Os familiares, os amigos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header class="entry-header entry-hero">
<div class="entry-header-wrapper">
<div class="entry-header-inner"><span style="text-align: justify;">O mundo já é pesado demais para continuarmos com o seu percurso rotineiro. Todos os dias temos muitas coisas para pensar e organizar, e nem sempre acertamos em nossas decisões. Infelizmente, ainda erramos na avaliação da problemática.</span></div>
</div>
</header>
<div class="site-content-inner">
<div id="primary" class="content-area">
<article id="post-7406" class="post-7406 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-comportamental category-meditacao category-motivacao category-oratoria">
<div class="entry-content">
<div class="wp-block-group">
<div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">A nossa responsabilidade e autorresponsabilidade são gigantescas. Há uma cobrança diária por excelentes resultados. Os familiares, os amigos, os colegas, todos aqueles que dependem direta ou indiretamente de nós nos cobram bastante, para sempre conseguirmos o nosso melhor.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Nós, na condição de seres humanos, somos falhos. Muitas vezes até temos intenção e a vontade de acertar, porém nem sempre é o que acontece.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Crises, problemas e dificuldades são inerentes ao nosso cenário existencial. Ninguém está imune a essas situações. Não importa a sua idade, em maior ou menor medida, é bom ter a consciência que temos as mesmas circunstâncias.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Diante de todo o exposto, é indubitável que as nossas cargas mentais, físicas, emocionais e espirituais sofrem impactos significativos dentro do nosso ser. Por isso, tenho convocado você para fazer uma verdadeira reflexão e buscar ter equilíbrio emocional, sobretudo, autocontrole.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Não há como se esquivar. Não há como terceirizar os seus problemas e dificuldades. Nós devemos encarar a situação com a “cabeça erguida”, mesmo que você esteja como um soldado ferido em uma batalha na qual, aparentemente, não haverá ganho e sucesso.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Apesar de todas as intempéries e dificuldades, você pode mergulhar na sua vida com uma mentalidade superior e, ainda, com uma condição a qual reputo imprescindível para conquistar qualquer batalha: a prática do bom humor.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Se está difícil e complicado, sorria! Se não aguenta mais viver, seja alegre. Se as suas forças se dissiparam, seja bem-humorado. Se sua inteligência emocional está desmoronada, continue cantando e sorrindo. Se você já não controla mais as suas emoções, chegou a oportunidade, novamente, de praticar o bom humor. A vida é cíclica. Sempre haverá novos começos e recomeços para todos nós!</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Com a prática do bom humor podemos ser mais persistentes, leves, podemos manter uma organização mais positiva, equilibrar as nossas vidas, gerenciar melhor as nossas emoções, ter autocontrole, reter aquilo que é bom, retroalimentar a nossa memória, repaginar o nossa vida, ter facilidade de aprendizado, colocar um freio no nervosismo e estresse, incentivar a criatividade, nos tornarmos mais adaptáveis e flexíveis, aprimorar o nosso desenvolvimento, fortalecer o nosso sistema imunológico, relaxar os nossos músculos e as nossas dores, diminuir o estresse e a ansiedade, aumentar o nosso poder de resiliência. Assim, ficamos bem com a nossa vida e a nossa saúde, e ainda temos a possibilidade de escrever uma nova história.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Temos que entender que o bom humor é gratuito para todos nós. Basta apenas querer e buscá-lo todos os dias como um novo hábito em nossas vidas. Com o bom humor, podemos ficar mais leves e a vida se torna mais divertida. Seja otimista. Seja positivo. Seja grato por tudo que acontece em sua vida.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Sorria e você turbinará as suas emoções e o seu autocontrole.</p>
<figure id="attachment_74748-2" aria-describedby="caption-attachment-74748-2" style="width: 221px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-74748" src="https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" srcset="https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-221x300.jpg 221w, https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-150x203.jpg 150w, https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114-300x407.jpg 300w, https://clicknovaolimpia.com.br/wp-content/uploads/2025/12/foto-114.jpg 543w" sizes="auto, (max-width: 221px) 100vw, 221px" /><figcaption id="caption-attachment-74748-2" class="wp-caption-text">francisneyliberato</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Francisney Liberato</strong> é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Portfólio de cursos e palestras:</strong> <a href="https://francisneyliberato.my.canva.site/">https://francisneyliberato.my.canva.site/</a></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.francisney.com.br/" rel="nofollow">http://www.francisney.com.br</a><br />
</strong></p>
</div>
</div>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Entre no meu ca</strong><strong>nal do TELEGRAM: <a href="https://t.me/francisneyliberato7" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2601" src="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=80&amp;h=23" sizes="auto, (max-width: 80px) 100vw, 80px" srcset="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=80&amp;h=23 80w, https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=160&amp;h=46 160w, https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=150&amp;h=43 150w" alt="clique_aqui" width="80" height="23" data-attachment-id="2601" data-permalink="https://francisney.com.br/2020/07/11/quem-sao-os-seus-gigantes/clique_aqui/" data-orig-file="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png" data-orig-size="1501,430" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="clique_aqui" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique_aqui.png?w=720" /></a></strong></p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Instagram</strong><strong>: </strong><a href="https://www.instagram.com/francisneyliberato/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-2600 alignnone" src="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique-aqui.jpg?w=77&amp;h=25" sizes="auto, (max-width: 77px) 100vw, 77px" srcset="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique-aqui.jpg?w=77&amp;h=25 77w, https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique-aqui.jpg?w=154&amp;h=50 154w, https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique-aqui.jpg?w=150&amp;h=48 150w" alt="clique-aqui" width="77" height="25" data-attachment-id="2600" data-permalink="https://francisney.com.br/2020/07/11/quem-sao-os-seus-gigantes/clique-aqui/" data-orig-file="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique-aqui.jpg" data-orig-size="1246,401" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Camila&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1323701847&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="clique-aqui" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://francisney.com.br/wp-content/uploads/2020/07/clique-aqui.jpg?w=720" /></strong></a></p>
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		<title>O VOTINHO E O VOTÃO &#8211; Quem é o patrão de quem?</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/o-votinho-e-o-votao-quem-e-o-patrao-de-quem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://clicknovaolimpia.com.br/?p=95972</guid>

					<description><![CDATA[<p>Existe uma cena que se repete milhões de vezes antes de cada eleição. O eleitor olha para seu voto e pensa: “O que pode fazer diferença o meu voto? É apenas um.” Talvez esteja aí um dos grandes pontos cegos da democracia. Ele enxerga o “votinho”, mas não enxerga o “votão”. Seu voto é uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existe uma cena que se repete milhões de vezes antes de cada eleição.<br />
O eleitor olha para seu voto e pensa:<br />
“O que pode fazer diferença o meu voto? É apenas um.”<br />
Talvez esteja aí um dos grandes pontos cegos da democracia.<br />
Ele enxerga o “votinho”, mas não enxerga o “votão”.<br />
Seu voto é uma unidade. Mas, somado aos votos de milhões de cidadãos, transforma-se em uma das maiores forças de uma democracia: a decisão sobre quem receberá o poder político.<br />
E então surge uma pergunta incômoda:<br />
Quem é o patrão de quem?<br />
QUEM ENTREGA O PODER?<br />
O político não nasce com um mandato.<br />
Ele recebe um mandato.<br />
O eleitor escolhe.<br />
O voto delega.<br />
O mandato nasce.<br />
A relação deveria ser simples:<br />
ELEITOR → VOTO → MANDATO → PODER.<br />
Mas, depois da eleição, essa relação muitas vezes se inverte.<br />
O eleitor passa a procurar o político.<br />
Pede.<br />
Agradece.<br />
Espera.<br />
E, quando recebe alguma coisa, muitas vezes pensa:<br />
“Ele me ajudou.”<br />
Mas a pergunta deveria ser:<br />
“Ele me fez um favor ou cumpriu uma obrigação pública?”<br />
Quando uma obrigação do Estado passa a ser percebida como favor pessoal do político, nasce uma relação perigosa:<br />
favor → gratidão → dívida → fidelidade política.<br />
O cidadão que deveria fiscalizar começa a agradecer.<br />
O representante que deveria prestar contas começa a ser visto como benfeitor.<br />
O mandante começa a se sentir dependente do mandatário.<br />
E o poder muda de lugar na cabeça das pessoas.<br />
O ELEITOR SE SENTE PEQUENO<br />
Talvez esse seja outro ponto cego.<br />
O eleitor pensa:<br />
“Meu voto é só um.”<br />
Mas ninguém é eleito por um voto.<br />
A eleição é construída pela soma:<br />
1 + 1 + 1 + 1 + 1&#8230;<br />
O eleitor vê a unidade.<br />
A política trabalha com a soma.<br />
Campanhas sabem que milhares de votos podem decidir uma eleição. O cidadão, porém, frequentemente não percebe a força coletiva daquilo que possui individualmente.<br />
O eleitor enxerga o tamanho do próprio voto. Não enxerga o tamanho do poder que nasce quando seu voto se junta aos demais.<br />
E essa sensação de pequenez pode produzir dependência.<br />
Quem acredita que seu voto vale pouco pode começar a acreditar que precisa do político para conseguir aquilo que, em uma democracia saudável, deveria ser tratado como direito ou política pública.<br />
NÃO É “O QUE ELE FARÁ POR MIM?”<br />
Talvez a pergunta mais comum antes de uma eleição seja:<br />
“O que esse político pode fazer por mim?”<br />
Mas uma democracia madura deveria estimular outra:<br />
“O que esse representante poderá fazer para melhorar o ambiente em que todos nós vivemos?”<br />
A diferença parece pequena.<br />
Não é.<br />
Uma pergunta pensa no eu.<br />
A outra começa a pensar no nós.<br />
Escolher um representante deveria significar avaliar quem está mais preparado para receber temporariamente uma parcela do poder público e utilizá-la em benefício da coletividade.<br />
Não é escolher um salvador.<br />
Não é contratar um despachante de favores.<br />
Não é comprar uma promessa.<br />
É delegar poder.<br />
O VOTO É UMA PROCURAÇÃO<br />
Imagine que alguém lhe pedisse uma procuração para administrar algo que pertence a todos.<br />
Você entregaria essa procuração apenas porque a pessoa foi simpática?<br />
Porque prometeu alguma coisa?<br />
Porque resolveu um problema seu?<br />
Provavelmente perguntaria:<br />
É competente?<br />
É confiável?<br />
Tem histórico?<br />
Sabe o que está fazendo?<br />
Presta contas?<br />
Por que deveria ser diferente quando estamos entregando poder político?<br />
O voto é muito mais do que uma escolha de nome.<br />
É uma delegação temporária de poder.<br />
E quem recebe essa delegação não deveria ser escolhido apenas pelo que promete fazer pelo eleitor, mas pelo que é capaz de fazer pela sociedade.<br />
O VERDADEIRO DESPERTAR<br />
O objetivo não deveria ser transformar o eleitor em alguém que diga:<br />
“Eu mando no político.”<br />
Isso seria apenas outra distorção.<br />
O despertar é outro:<br />
“Eu preciso compreender a quem estou entregando uma parcela do poder que pertence à sociedade.”<br />
O eleitor não precisa se sentir poderoso contra o político.<br />
Precisa perceber que é parte de um poder coletivo na construção da representação política.<br />
Porque seu voto sozinho é apenas um voto.<br />
Mas o seu voto somado aos demais pode decidir quem governará, quem fiscalizará, quem legislará e quem administrará recursos públicos.<br />
O ÚLTIMO PONTO CEGO<br />
Talvez o maior ponto cego não esteja no político.<br />
Esteja na maneira como o eleitor enxerga a si mesmo.<br />
Ele olha para o político e pensa:<br />
“Ele tem poder.”<br />
Mas deveria lembrar:<br />
“Nós entregamos esse poder.”<br />
Olha para seu voto e pensa:<br />
“É só um.”<br />
Mas deveria lembrar:<br />
“O meu é um. O seu é um. O nosso são milhões.”<br />
Por isso, talvez a frase que devesse acompanhar o eleitor até a urna seja:<br />
SEU VOTO É UM.<br />
SEU PODER É COLETIVO.<br />
NÃO O ENTREGUE COMO FAVOR.<br />
ENTREGUE-O COMO RESPONSABILIDADE.<br />
Porque democracia não é apenas escolher quem receberá o poder.<br />
É perceber o poder que existe no ato de escolher.<br />
E talvez seja justamente aí que o Ponto Cego desapareça:<br />
quando o eleitor deixa de se sentir pequeno e volta a enxergar o tamanho do próprio poder.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paulo Laurentino é</strong><br />
<strong>Artista Plástico e Publicitário</strong></p>
<p style="text-align: justify;">#PontoCego<br />
#PontoCego2026<br />
#Consciência<br />
#Percepção<br />
#Cidadania<br />
#Democracia<br />
#PensamentoCrítico<br />
#EducaçãoCívica<br />
#Reflexão<br />
#Brasil</p>
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		<title>O caráter que você cobra é o mesmo que você escolhe?</title>
		<link>https://clicknovaolimpia.com.br/artigos/o-carater-que-voce-cobra-e-o-mesmo-que-voce-escolhe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 14:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Slideshow]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Está em dúvida em quem votar? Vote naquele candidato cujo caráter seja mais parecido com o seu.” A frase da imagem parece apenas uma provocação, mas talvez seja um dos testes mais incômodos que se pode apresentar ao eleitor. Afinal, se a escolha política também revela valores pessoais, muita gente pode não gostar do reflexo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">“Está em dúvida em quem votar? Vote naquele candidato cujo caráter seja mais parecido com o seu.”</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase da imagem parece apenas uma provocação, mas talvez seja um dos testes mais incômodos que se pode apresentar ao eleitor. Afinal, se a escolha política também revela valores pessoais, muita gente pode não gostar do reflexo que aparece quando olha para a própria urna.</p>
<p class="isSelectedEnd">Todo mundo quer político honesto. Pelo menos no discurso. Quer ética, transparência, responsabilidade e respeito ao dinheiro público. O problema começa quando essas virtudes precisam valer também para o candidato de estimação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque existe uma parcela do eleitorado que pratica uma curiosa versão política do <strong>“faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”</strong>. Condena corrupção, mas vota em quem carrega histórico que, se pertencesse ao adversário, seria motivo para discursos inflamados nas redes sociais. Exige ficha limpa do outro lado enquanto procura uma lavanderia inteira de argumentos para limpar a ficha do próprio escolhido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o político adversário é acusado, “é corrupto”. Se é o meu, “estão perseguindo”. Se o outro mente, “não tem caráter”. Se o meu mente, “todo político exagera”. Se aparece escândalo do adversário, vale compartilhar antes mesmo de conferir. Quando envolve o candidato preferido, surgem especialistas instantâneos em processo judicial, conspiração, contexto e interpretação.</p>
<p class="isSelectedEnd">É a <strong>torcida organizada eleitoral</strong>: primeiro escolhe-se o time, depois adaptam-se os princípios.</p>
<p class="isSelectedEnd">E talvez seja justamente aí que a frase da imagem acerte em cheio. Não basta perguntar quais são as propostas de um candidato. Também seria interessante perguntar: <strong>que tipo de comportamento eu estou disposto a aceitar apenas porque quero que ele vença?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta pode dizer muito mais sobre o eleitor do que sobre o candidato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há ainda a famosa memória eleitoral brasileira. Passada a eleição, muita gente lembra perfeitamente do presidente em quem votou, mas não consegue citar o deputado federal, o estadual e, algumas vezes, nem o senador que escolheu. Quatro anos depois reclama do Congresso, da Assembleia e “dos políticos”, como se todos tivessem sido nomeados por alguma força misteriosa e não colocados ali pelo voto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois vêm as frases de sempre: “político nenhum presta”, “ninguém me representa”, “esse país não tem jeito”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Talvez tenha. Mas dificilmente terá enquanto caráter for uma exigência feita apenas ao adversário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque honestidade não pode depender da cor da bandeira, do partido ou do político que aparece na fotografia. Corrupção não se transforma em virtude porque foi praticada pelo “nosso lado”, assim como desonestidade não fica menor porque ajuda o candidato que defendemos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na próxima vez em que alguém estiver em dúvida sobre em quem votar, talvez valha seguir o conselho da imagem — mas levando-o realmente a sério.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Escolha alguém cujo caráter seja parecido com o seu.</strong></p>
<p>Só não reclame depois caso a comparação tenha sido precisa demais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nelson Alves &#8211; cidadão brasileiro e cachacista por devoção</p>
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