Um dos destinos turísticos mais conhecidos de Mato Grosso possui um lugar ainda pouco explorado que impressiona até os visitantes mais experientes. Em Chapada dos Guimarães (MT), o Complexo de Cavernas Aroe Jari reúne formações de arenito com milhões de anos que criam cenários que lembram paisagens de outro planeta, além de já ter sido usado por povos indígenas para práticas funerárias.
O acesso não é imediato. Para chegar até as cavernas, é preciso encarar trilha em meio à vegetação típica do Cerrado. O esforço, no entanto, é recompensado logo na entrada: salões gigantescos, passagens esculpidas pelo tempo e um ambiente que mistura aventura e contemplação.
Dentro do complexo, o visitante percorre galerias extensas, com diferentes bifurcações e espaços monumentais. Um dos destaques é o lago que muda de cor conforme a incidência da luz, criando um espetáculo natural que surpreende quem chega até o local.
Maior caverna de arenito do Brasil
O ponto mais impressionante do complexo é a própria Aroe Jari. O nome, de origem indígena, significa “morada das almas”, um indicativo da importância simbólica que o local já teve no passado, quando foi utilizado por povos indígenas em práticas funerárias.
Catalogada como a maior caverna de arenito do país, a Aroe Jari possui cerca de 1.550 metros de extensão. Ao longo do percurso, os visitantes passam por salões icônicos, como o Salão do Chuveiro, onde se forma uma cachoeira dentro da caverna, e o Salão do Teto Dourado, onde gotículas de água refletem a luz das lanternas, criando um brilho único nas paredes.

Nem todas as áreas podem ser atravessadas integralmente por conta do nível da água, mas é possível contornar trechos e observar diferentes ângulos da caverna, o que amplia ainda mais a sensação de grandiosidade.
Visitação controlada

Por questões de segurança e preservação ambiental, a visita ao complexo é controlada e só pode ser feita com acompanhamento de guia. Equipamentos como capacete e perneira são obrigatórios durante o trajeto, já que o interior das cavernas exige atenção.
Toda a área está localizada em propriedade privada, com plano de manejo ambiental, autorizações oficiais e fiscalização de órgãos como o Ibama e a Sema.
Além da aventura nas cavernas, o passeio inclui estrutura de receptivo com restaurante de culinária regional, área de descanso com redário e, para fechar o roteiro, banho de cachoeira, um contraste refrescante após a exploração subterrânea.


