O aumento no preço dos combustíveis, especialmente do diesel, já começa a refletir em diferentes setores da economia e impacta diretamente a cadeia produtiva, do transporte ao agronegócio. A alta foi registrada nas últimas semanas e tem como principal causa fatores externos, como os conflitos no Oriente Médio, que elevaram o valor do petróleo no mercado internacional.
De acordo com o empresário Fausto Masson, proprietário de posto de combustíveis, o diesel é o produto mais afetado neste momento. Ele explica que, apesar da gasolina e o etanol terem sofrido pouca alteração, o diesel teve aumento significativo, o que impacta principalmente o transporte de cargas e a produção.
“Os caminhões precisam rodar e as máquinas não podem parar, então esse custo acaba chegando de forma indireta ao consumidor”,
destaca.
O efeito em cadeia já é sentido no comércio. Segundo Éder Lúcio, do setor de peças agrícolas, o reajuste no diesel elevou o custo do frete em cerca de 7%, pressionando os preços finais. Mesmo tentando reduzir impactos com ajustes internos, ele afirma que parte desse aumento precisa ser repassado.
“Se não houver esse repasse, a margem fica muito apertada e compromete a competitividade”,
explica.
No campo, a situação também preocupa. O engenheiro agrônomo Vinícius Rodrigues reforça que o diesel é essencial em todas as etapas da produção agrícola.
“É um custo que está em tudo. Desde o trabalho no campo até o transporte, tudo depende do diesel”,
afirma.
Segundo ele, o aumento encarece a produção e reduz a margem do produtor.
Apesar do cenário, não há risco imediato de desabastecimento. No entanto, enquanto persistirem as instabilidades internacionais, novos reajustes podem ocorrer. A expectativa é de que medidas governamentais possam amenizar os impactos, mas, por enquanto, o mercado segue instável e exige adaptação de todos os setores envolvidos.
(Com participação Eduarda Marques e Joshua Silva / Estágio de Jornalismo)


