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Servidor PCD denuncia assédio moral e perseguição na 8ª Ciretran de Barra do Bugres

Documentos apontam desvio de função, exposição vexatória e retaliações após denúncias internas; Assembleia Legislativa solicita providências ao Detran-MT .

Um servidor público estadual lotado na 8ª Ciretran de Barra do Bugres formalizou uma série de denúncias graves envolvendo assédio moral, perseguição funcional e desvio de função.
Onezino dos Santos, que atua como Auxiliar do Serviço de Trânsito e é pessoa com deficiência (PCD), registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil (BO nº 2026.167362) e acionou a Ouvidoria Geral do Estado relatando um ambiente de trabalho “hostil” e “intimidador”.
Segundo os relatos registrados em maio de 2026, as perseguições teriam se intensificado após o servidor ter realizado uma comunicação interna, em fevereiro de 2023, sobre o suposto desvio de produtos de limpeza da unidade. Desde então, Onezino afirma ser alvo de exposição vexatória perante colegas e usuários, além de sofrer pressão psicológica contínua e ser submetido a procedimentos administrativos que considera sem base probatória.
Desvio de função e condições de saúde – Entre as queixas principais está o desvio de função. O servidor alega que, apesar de ocupar o cargo de Auxiliar, é compelido a realizar atribuições técnicas de alta responsabilidade e complexidade, incompatíveis com suas funções legais e com suas limitações físicas.
A situação teria causado um forte abalo emocional e agravado o quadro de saúde do servidor, que possui histórico de AVC. Em requerimento interno, ele solicitou a redução da jornada de trabalho ou a concessão de teletrabalho como forma de mitigar as “barreiras psicossociais” enfrentadas no cotidiano da unidade. Ele relata episódios de isolamento, como o fato de a chefia organizar almoços na unidade e deixá-lo propositalmente de fora.
Assembleia Legislativa cobra investigação – A gravidade do caso levou a deputada estadual Janaina Riva a encaminhar um ofício à presidência do Detran-MT solicitando a apuração imediata dos fatos. No documento, a parlamentar destaca a necessidade de um “olhar humanizado” e a verificação das condições funcionais do servidor, visando garantir a dignidade e a saúde no ambiente laboral.
O servidor aponta como responsáveis pelas práticas uma colega de trabalho e sua chefia imediata. No Boletim de Ocorrência, dois nomes figuram como suspeitos na narrativa de preservação de direitos.
Pedidos de providências – Nas denúncias encaminhadas à Ouvidoria e ao Detran, Onezino dos Santos requer: A instauração de processo administrativo para apurar o assédio moral; A investigação da conduta da chefia e de servidores envolvidos; sua remoção para a unidade de Tangará da Serra ou a concessão de horário especial/teletrabalho.
Até o momento, o caso segue sob análise das instâncias administrativas e policiais de Barra do Bugres.
Nota da redação: O espaço segue aberto para que os citados e o Detran-MT apresentem suas versões sobre os fatos narrados nos documentos oficiais.

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