Os dados são coletados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o CEPEA, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP.
O Brasil fornece cerca de um terço de todo o café consumido no mercado americano. “A Colômbia, o segundo maior fornecedor dos Estados Unidos (com 20% das importações americanas), continua isenta de tarifas, enquanto o Vietnã, um grande exportador de robusta, tem uma tarifa de 20%”, cita o relatório de julho.
Alta nos EUA
O comportamento dos preços no Brasil em julho vai na contramão do que é visto nos Estados Unidos. Dados mais recentes do CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, mostram alta dos três itens exportados pelo Brasil.
A carne moída subiu 1,4% no mês junho e acumula alta de 9% no acumulado do ano. Alguns especialistas preveem que a alta continuará com o início das tarifas, e muitos citam que a carne é “o novo ovo” para a inflação americana. Nos últimos meses, a gripe aviária fez disparar o preço dos ovos nos EUA.
O mesmo CPI mostra que, em junho, a laranja teve aumento de 4,4% na comparação com maio. O café também subiu ao consumidor, com alta de 2,2% nos EUA. Tudo isso em junho. Antes, portanto, do anúncio das tarifas de 50% ao Brasil, que foram divulgadas em 9 de julho e começam a vigorar em 1º de agosto.

Fernando Nakagawa
Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri



