Um dos símbolos da nossa gastronomia, a coxinha faz parte da vida dos brasileiros. É um clássico nas festinhas de aniversário, marca presença nas reuniões familiares e em eventos sociais, além de ser um dos lanches preferidos de muita gente Brasil afora, sem esquecer que é base de muitos empreendimentos e negócios de sucesso.
Tudo isso e muito mais explica o fato dela ter sido escolhida como a preparação da segunda edição do Super Chef Brasido – Edição 2025, cuja final ocorreu na noite de domingo, 10. O chef Fernando Mack destaca que em gastronomia o simples não é fácil. O que se viu no concurso foram preparações com muita técnica, inovação e ousadia. Uma das preparações vencedoras estará no cardápio do Brasido.
O chef e diretor do concurso, Diego Alves, reforça que a iniciativa nasceu de uma forma despretensiosa, mas que tem dado muito certo. O mundo da cozinha é difícil, uma jornada de muita dedicação e o concurso dá visibilidade a quem faz a comida que servimos no Brasido.
Rita Comini
Os 18 participantes organizados em nove duplas tiveram que preparar coxinhas tendo como ingredientes obrigatórios mandioca e frango, porém, sem deixar de incluir toques de regionalidade.
A receita tradicional foi preparada de inúmeras formas abusando de técnicas sofisticadas da alta gastronomia para atingir resultados surpreendentes. Caso da coxinha de asa defumada que garantiu o primeiro lugar à dupla Rafael Vilela e Rodrigo de Souza. Preparada exclusivamente com a carne da coxinha da asa de frango, que passou por um processo de defumação leve, a receita surpreendeu não só pela modelagem, deixando a mostra o osso desta parte do frango, pelo sabor bastante diferenciado, bem como pelo fato que não conter glúten, ideal para aqueles que têm intolerância à proteína presente em cereais como o trigo.
Com clara influência asiática, mas usando ingredientes bem brasileiros, como o jambu e o óleo de pequi, a coxinha de curry do Cerrado garantiu o segundo lugar à dupla Rômulo Melo e Jandicleia Silva.
Um dos detalhes da preparação é o uso de um mandiopan, criado pelo Rômulo e utilizado em algumas entrada do Brasido, como elemento a mais na hora de empanar a coxinha, conferindo a ela uma crocância toda especial.
O terceiro lugar foi para Cleber Wender e Patrick Magalhães com a coxinha de galinha com pequi. A massa simples recebeu recheio a partir de uma galinha com pequi, um clássico regional. No quesito inovação, a dupla utilizou a pele do frango para fazer uma cestinha para servir um dos molhos de acompanhamento.
Os integrantes das duplas receberam premiação em dinheiro – mil reais para cada um do primeiro lugar; R$ 600,00 para os da segunda colocação; e R$ 400,00 para os terceiros colocados.
Os vencedores do primeiro lugar vão ainda fazer um estágio de cinco dias em um restaurante estrelado de São Paulo, no Dom, de Alex Atala; Mani,de Helena Rizzo; ou no Mocotó, de Rodrigo Oliveira.
Além das três duplas vencedoras, participaram ainda outras seis. Gilvania Maria e Pedro Victor apresentaram uma receita com recheio de creme de palmito e frango com molho de taiba; Thiago Corrêa – que ficou em primeiro lugar na primeira edição do Super Chef Brasido – e Rosângela Fagundes – segundo lugar em 2024 – fizeram uma coxinha cremosa com geleia de pimenta e maionese de bacon. Já Amanda Freitas e Carolina Aparecida resolveram dar um toque de limão siciliano da preparação.
Rita Comini
Lídia Rodrigues e Gabriel Henrique lançaram mão da técnica de cozimento à vácuo e fizeram uma coxinha com massa crocante e recheio de frango com polenta cremosa, tomates assados e molho tártaro de pequi. A apresentação da dupla num prato de madeira esculpida em formato orgânico foi destaque. Miguel Padilha e Gláucia Alana recorrem a um toque oriental para criar sua coxinha de massa de mandioca aromatizada com pequi e recheio de frango ao molho curry tailandês.
Encerrando as apresentações e degustações, Lourdes Paulino e Ivis Santana apresentaram uma coxinha com um toque de crocância e molho de salsa crioula, além de um outro de coentro. Para garantir a crocância usaram um mix de farinha panko e doritos. Ivis é cubana e não deixou de lado sua cultura. Já Lourdes é que prepara diariamente a refeições da família Brasido.
A segunda edição do Super Chef Brasido foi fortemente marcada pelo espírito familiar que está no DNA da casa. Além do júri técnico, a banca de jurados foi composta também por integrantes do Grupo Canopus, cuja história tem uma forte ligação com o salgado. A matriarca Irene Cruz começou fazendo coxinhas para vender, marcando os primórdios de um dos maiores grupos de concessionárias automotivas do Estado e do país.






