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Dieta da sucuri: o que ataques a carneiro e a cão revelam sobre hábitos da serpente

A capital cuiabana registrou um total de 132 ocorrências, com o maior número de registros ocorrendo em março e abril.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que uma sucuri ataca e mata um carneiro em Sinop, Mato Grosso. O episódio tem gerado diversas reações entre os internautas, que se dividem entre a admiração pela força da natureza e a tristeza pela morte do animal, além de trazer à tona o que compõe o cardápio da serpente.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso divulgou dados sobre ocorrências com serpentes em 2024 em Cuiabá e Várzea Grande.

A capital cuiabana registrou um total de 132 ocorrências, com o maior número de registros ocorrendo em março e abril.

Já Várzea Grande teve 110 ocorrências, sendo o maior número de casos registrado em janeiro. Entre as serpentes registradas estavam as sucuris.

Diante disso, surge a questão: devemos nos preocupar com a aparição das sucuris? Bruno Felipe Camera, biólogo, mestre em Zoologia e doutor em Biodiversidade e Evolução, fala sobre esse assunto, além de compartilhar outras curiosidades.

A dieta das sucuris

A dieta das sucuris é bastante diversificada, incluindo uma variedade de animais, como peixes, aves, mamíferos e até outros répteis. Elas são canibais, ou seja, podem se alimentar de outras cobras (como bagres ou cobras d’água).

Além disso, há registros de sucuris se alimentando de jacarés, iguanas, tartarugas, capivaras e até veados.

Outras espécies de sucuris encontradas no Pantanal podem ter uma dieta ligeiramente diferente, com ovos como um dos principais alimentos. Além de ovos, elas também podem se alimentar de ratos e aves.

Vale ressaltar que mesmo com essa dieta variada, as sucuris não representam risco para os humanos, a não ser que se sintam ameaçadas, no entanto, segundo Bruno, “existem vários registros de sucuris se alimentando de cachorros e gatos.”

Constrição

A forma utilizada pela sucuri para matar sua vítima é enrolando seu corpo musculoso ao redor do animal e o apertando até a morte. Esse processo, chamado de constrição, interrompe o fluxo sanguíneo da presa, impedindo que o oxigênio chegue aos órgãos vitais. Além disso, o aperto dificulta a respiração da presa.

Caça ativa ou emboscada

Uma polêmica no meio acadêmico e na literatura científica gira em torno do comportamento das sucuris. Algumas pessoas defendem que elas são caçadoras de emboscada, ou seja, ficam escondidas, esperando sua presa passar para atacar.

No entanto, a sucuri amarela, devido às suas variações fisiológicas, adota uma caça mais ativa. Em vez de esperar passivamente por uma presa, ela procura ativamente por comida. Isso se deve ao fato de que a dieta da sucuri amarela inclui ovos, que não se movem, o que a obriga a ser mais ativa na busca por alimento.

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