“Temos visto empresas adotarem políticas híbridas ou até pedirem o retorno completo dos funcionários ao escritório. Isso acontece em razão da dificuldade de mensurar o impacto real do trabalho remoto em relação à produtividade”, explica o advogado Francisco Gomes Junior, sócio da OGF Advogados.
Ele aponta que o modelo híbrido pode se tornar uma solução, equilibrando a necessidade de proximidade com a flexibilidade desejada pelos colaboradores.
Paralelamente, diversas empresas enfrentam problemas com a comunicação interna e a execução de projetos colaborativos, o que reflete na tomada de decisão dos gestores para reverter o home office.
“Além da produtividade, questões como a falta de convívio social e a distância das equipes são fatores que afetam o desempenho”, reforça Gomes Junior.
Um levantamento recente da Associação Brasileira de Recursos Humanos mostrou que 49,6%, entre 900 respondentes, seguem o modelo totalmente presencial; na outra ponta, 46,2% estão no regime híbrido. Com a volta ao trabalho nas empresas, o home office integral é hoje realidade de somente 4,2%. Esse resultado aponta uma significativa redução em relação à pesquisa anterior (23,9%), de 2022.
A retomada do presencial, no entanto, não está livre de debates jurídicos. “É fundamental que as empresas respeitem os contratos de trabalho e ofereçam condições adequadas para esse retorno, evitando litígios trabalhistas”, afirma o especialista, ressaltando que qualquer mudança nas modalidades de trabalho deve seguir as normativas vigentes.
A transição de volta ao presencial parece significativa para muitas empresas, especialmente em setores que dependem de uma colaboração mais direta e estruturada.
Sob a ótica jurídica, o advogado alerta que “questões como ergonomia, saúde mental e organização do ambiente de trabalho devem ser consideradas para evitar possíveis litígios”.




