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Menos de 2 a cada 10 famílias denunciam casos de cyberbullying no Brasil

Embora a prática seja classificada como crime desde o início de 2024, a maioria dos pais prefere conversar com as famílias dos agressores

Cyberbullying é uma prática criminosa no Brasil desde janeiro de 2024. Apesar disso, a maior parte das famílias de crianças e adolescentes vítimas desse tipo e intimidação ainda prefere lidar com o problema sem envolver a polícia ou a Justiça.

Dados de uma pesquisa recente, realizada em parceria pelo portal Mobile Time e o instituto Opinion Box, apontam que só 16% dos casos resultam em denúncias formais.

  • 31% das famílias preferem denunciar o agressor à própria plataforma onde o cyberbullying ocorreu
  • 28% tomam a iniciativa de conversar diretamente com as famílias dos agressores
  • 17% ainda preferem apenas ignorar o ocorrido

O levantamento foi divulgado no início do mês e revelou também que apenas 9% dos pais brasileiros tinham conhecimento de que seu filho ou filha já tinha sido vítima de intimidação na internet.

E o número de pais que sabiam que seu filho ou filha já praticou cyberbullying foi ainda menor: apenas 5%.

Mais da metade das famílias das vítimas (51%) tomou conhecimento sobre a agressão por meio da própria criança/adolescente.

Já entre as famílias dos agressores, apenas 25% soube do caso de cyberbullying por meio do filho ou filha.

As plataformas onde esse tipo de agressão mais ocorrem são o WhatsApp e o Instagram (veja os dados abaixo). As duas redes sociais também são as mais populares no Brasil.

  • 33% – WhatsApp
  • 24% – Instagram
  • 17% – TikTok
  • 14% – Facebook
  • 13% – YouTube
  • 12% – X (Twitter)
  • 9% – E-mail

A pesquisa também revelou que crianças e adolescentes das classes D e E são os mais atingidos.

O percentual de vítimas de acordo com a classe social é o seguinte:

  • 12% – classes D e E
  • 7% – classe C
  • 6% – classes A e B

Ainda de acordo com o levantamento, não há diferenças significativas entre as vítimas quanto ao gênero, ou seja, meninos e meninas são atacados igualmente.

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