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Hepatite: pesquisa tenta identificar e classificar causas desconhecidas da doença

 

Às vésperas do Dia Mundial da Hepatite, celebrado no próximo dia 28, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma pesquisa global para investigar os casos da hepatite de origem desconhecida registrados em crianças em 35 países.

A entidade explica que a intenção é entender a incidência da doença, suas possíveis causas e consequências, que até o último dia 08 somou mais de mil casos prováveis. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, há apenas um caso provável de hepatite aguda grave de origem desconhecida, registrada no município de Ponta Porã (MS), que segue em monitoramento. Ainda de acordo com Boletim emitido pela pasta, 76 casos e seis óbitos são investigados.

O surto também acendeu alerta para as outras infecções agudas por hepatite viral. Segundo a OMS, a maioria das infecções agudas por hepatite tem quadro assintomático e sem diagnóstico correto, por isso, a entidade anunciou uma mobilização global para despertar junto à sociedade a importância do cuidado com a doença.

A doença pode ter diversas causas, entre as quais estão as infecções virais, e pode causar consequências graves e até a morte, como mostram os números da entidade. Em 2019, estima-se que mais de 78 mil óbitos mortes ocorreram por complicações de infecções agudas de pacientes com diagnóstico de hepatite A e E.

Ainda de acordo com a organização, a campanha também vai dedicar esforços globais para sensibilizar para a prevenção de infecções por hepatite B, C e D, que causam inflamações crônicas no fígado e já provocaram a morte de mais de 1 milhão de pessoas no mundo.

O médico infectologista e consultor do Grupo Sabin, Alexandre Cunha acompanha os indicadores da doença e destaca a importância de movimentos como o da OMS para uma provocação social sobre os cuidados com com a hepatite.

“Iniciativas como esta servem de alerta para os riscos de exposição populacional aos vírus que causam as diferentes hepatites e também para que as pessoas não negligenciem os cuidados com a saúde. Um diagnóstico tardio de hepatite, por exemplo, pode ser um grande complicador da jornada de pacientes. Ao detectar a doença uma fase muito tardia, as sequelas da doença podem ser graves, muitas vezes só um transplante do órgão salva o paciente, se as funções do fígado estiverem seriamente prejudicadas pelo vírus. Por isso é importante que as pessoas adotem comportamentos preventivos e façam o exame pra descobrir precocemente e iniciar o tratamento correto”, afirma.

Segundo o infectologista, a gravidade e o prognóstico da hepatite podem variar bastante, de acordo com o agente que desencadeia a doença e as comorbilidades que acompanham os pacientes. Outro alerta do especialista é para o fácil acesso às formas de diagnóstico e prevenção da doença.

“As redes pública e particular disponibilizam testes rápidos para descobrir se o organismo está infectado pelos o vírus da hepatite e em diversos casos, se diagnosticada precocemente, as chances de cura são maiores. Além disso, é possível se prevenir contra alguns tipos da doença de forma eficaz com as vacinas que podem ser encontradas também no sistema público e privado”, explica.

(Com informações da Assessoria)

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