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Em MT, 31 municípios concentraram 73,5% das queimadas neste ano

Faltando menos de um mês para o fim do ano, Mato Grosso contabiliza um aumento de 28% no número de queimadas.

Neste ano, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que já foram detectados 28.675 focos de calor, contra 22.376 ocorrências registradas no mesmo período de 2021.

E, somente de janeiro a outubro deste ano, 31 (21,99%) dos 141 municípios mato-grossenses apresentaram percentual crítico de ocorrência para queimadas.

Na lista dos mais críticos, Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá) chama a atenção por ter registrado o maior número de queimadas nos últimos dois anos, com aumento de focos de calor em 100,62% agora em 2022.

Por lá, foram detectados 1.445 pontos de calor em 2021 contra 2.899 registrados até outubro deste ano.

Dentre os com cenário mais preocupante, seis cidades até tiveram redução do número de focos de calor, mas ainda assim permaneceram integrando a classificação de situação crítica.

São elas: Canarana, Cocalinho, Gaúcha do Norte, Ribeirão Cascalheira, Barra do Garças e Paranatinga.

A informação consta no boletim 07 do Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluição Atmosférica (Vigiar-MT), disponibilizado pela Secretaria de Estado de Saúde.

“Pode ser verificado também, que os 31 municípios avaliados, juntos somaram um total de 19.758, ou seja, 73,50% dos focos de calor ou queimadas dos 26.882 registrados (até outubro) no Estado de Mato Grosso”, diz o documento.

Ainda, conforme o boletim, dentre os demais municípios, 53 cidades (37,59%) registraram percentuais mínimos de focos de calor; 35 (24,82%) cidades apresentaram índice baixo; 11 (7,80%) percentual médio e outros 11 (7,80%) municípios percentual alto para queimadas.

Neste sentido, a orientação é para que os Escritórios Regionais de Saúde e municípios avaliados mantenham o monitoramento continuado e ações prevenção e redução desde indicador ambiental cujas emissões poluem o ar e interferem negativamente na saúde respiratória população.

Devido à alta probabilidade de ocorrência de incêndios florestais na época da seca, o Governo de Mato Grosso declarou estado de emergência ambiental o período entre maio e novembro passado.

A medida consta no decreto nº 1.356/2022, que também estabelecia a proibição da utilização do fogo para fins de limpeza e manejo de áreas rurais até 30 de outubro.

Além disso, pela lei nº 9.605/1998 provocar incêndio em mata ou floresta e causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, é crime com pena de detenção e multas. 

GASES POLUENTES – A qualidade do ar na região metropolitana de Cuiabá passará a ser monitorada em tempo real por quatro equipamentos instalados em pontos distintos localizados na Capital e em Várzea Grande.

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o objetivo é avaliar a concentração de gases poluentes e material particulado na atmosfera, principalmente, no período seco, oriundos das queimadas e incêndios florestais.

Os aparelhos estão localizados na sede da Sema, que fica no Centro Político Administrativo (CPA); no Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar (BEA/CBM), no Parque Mãe Bonifácia, os três em Cuiabá, e no 2º Batalhão de Bombeiros, em Várzea Grande.

Conforme o órgão ambiental, as medições calculam materiais particulados de monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e ozônio troposférico, que são os principais poluentes emitidos pelas queimadas e incêndios florestais, e são feitas a cada cinco minutos.

“Foi uma conquista muito grande. Desde 2007, após um episódio agudo de poluição, estamos buscando melhorias na medição da qualidade do ar e no combate as queimadas e incêndios florestais. É um grande avanço o Estado de Mato Grosso começar a fazer o próprio monitoramento, possibilitando garantir um meio ambiente de qualidade e informações precisas para população”, disse Sérgio Figueiredo, coordenador de Monitoramento da Água e do Ar da Sema.  

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