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Brasil registra recorde no abate de suínos; MT tem maior queda

 

Já em outros 19 Estados, a atividade teve aumento, estando Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul em destaque, com aumentos de 270 mil, 258 mil e 108 mil cabeças, respectivamente.

Nesse segundo trimestre de 2022, o Brasil registrou o maior número de abates na suinocultura dos últimos 25 anos, com 14,07 milhões de cabeças de suínos. Esse número representa ainda uma alta de 7,2% com relação ao mesmo trimestre de 2021 e 3% ao primeiro trimestre deste ano.

Porém, Mato Grosso foi o Estado que registrou a queda mais expressiva nos abates, -40,36 mil, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (6).

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) avalia que é um volume muito grande de diminuição de abates. Nesse primeiro momento, a avaliação que se faz é que esse número pode ser resultado de um cenário onde frigoríficos, principalmente aqueles com Serviço de Inspeção Federal (SIF), estariam realizando o abate apenas de suas produções, sem compra de produto externo.

“Além disso, tivemos também muitos produtores vendendo para fora seus produtos e outros que ainda se retiraram da atividade pelo custo de produção muito alto, que está em torno de R$ 6,20 a R$ 6,30 por quilo de suíno produzido, enquanto o custo de venda do porco está muito baixo, em R$ 5,90 por quilo, o que resulta em prejuízo de R$ 30 a R$ 40 por animal”, explica Custódio Rodrigues, diretor executivo da Acrismat.

 

Líder mesmo com queda

Com relação ao abate de bovinos, Mato Grosso continua liderando, concentrando 15% da produção nacional, com alta de 7,2%, com relação ao mesmo período de 2021 e de 3% ao primeiro trimestre deste ano. O Estado tem o maior rebanho do país e o 8º do mundo.

Contudo, registrou a segunda maior queda dos abates no país (-41,04 mil), estando atrás de Goiás (-73,77 mil). Francisco Manzi, diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), avalia que é um número dentro do esperado para o ciclo atual.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

“Recentemente tivemos um preço do bezerro desvalorizado, as vacas saíram do mercado”, lembra. “Agora, deve-se aumentar os abates em função dos preços mais baixos, o produtor precisará mandar mais animais para conseguir arcar com seus custos”, explica.

Manzi pontua ainda que estamos vivendo um momento de inversão do ciclo e a tendência, então, é que se abata mais matrizes. Isso poderá equilibrar o cenário a longo prazo, afinal, o ciclo da bovinocultura demora.

“É importante lembrar que o produtor não é o formador, e sim, tomador de preço. Às vezes as pessoas associam o preço da carne à atividade do produtor, mas a bem da verdade, não é ele quem define quanto paga pelos insumos para a criação e nem quanto receberá pelo boi”, esclarece.

Na aquisição de couro o Estado segue a mesma tendência. Apresentou uma diminuição de 25,12 mil, mas segue liderando com 16% da participação nacional.

Diminuição no frango e leite

A diminuição de abates também foi identificada com relação aos frangos. Mato Grosso foi o segundo Estado com a maior baixa, ou seja, -4,28 milhões.

Já no cenário nacional, nesse 2º trimestre de 2022, foram abatidas 1,50 bilhão de cabeças de frangos, com quedas de 1,4% em relação ao mesmo período de 2021 e 2,7% ante o 1° trimestre de 2022. Apesar das retrações, a pesquisa registrou o melhor mês de maio na série histórica iniciada em 1997.

O levantamento do IBGE trouxe ainda que a aquisição de leite cru teve o pior resultado desde 2016, chegando a 5,40 bilhões de litros. Mato Grosso foi o quarto estado com a pior queda no país, com -21,66 milhões de litros.

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