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Brasil realizou 45,5 mil transplantes nos últimos dois anos, com 48% em 2022

 

Com 45,5 mil procedimentos feitos nos dois últimos anos, o Brasil possui o maior sistema público de transplantes de órgãos no mundo. A estrutura é gerenciada pelo Ministério da Saúde que também assegura que 90% das cirurgias atendam à rede pública. Um trabalho que depende de campanhas educativas e de sensibilização, além da coordenação de uma rede de centrais de transplante que corre contra o tempo para atender quem aguarda pela cirurgia.

O sistema integra as secretarias de saúde de todos os estados e municípios, em uma estrutura coordenada para centralizar a notificação de doações, captações e logística adequada dos órgãos e tecidos disponibilizados para transplantes. Atualmente, além da Central Nacional de Transplantes, há 27 estaduais, além de 625 hospitais; 1.208 serviços; 1.559 equipes de transplantes autorizadas; 78 organizações de procura por órgãos; 516 comissões intra-hospitalares de doação de órgãos e tecidos para transplantes; 50 bancos de tecidos oculares; 13 câmaras técnicas nacionais; seis bancos de multitecidos; além de 45 laboratórios de histocompatibilidade.

Informações centralizadas

De acordo com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do início do ano até o momento, o país realizou mais de 22 mil transplantes. Em 2021, foram feitos mais de 23,5 mil procedimentos, desse total, cerca de 4,8 mil foram transplantes de rim, 2 mil de fígado, 334 de coração e 84 de pulmão, entre outros. Já em 2020, 17.666 foi o número total de cirurgias, no qual 7.436 foram de órgãos sólidos, 7.348 de córneas e 2.882 de medula óssea.

Em 2022, a Pasta também apresentou uma ferramenta de avaliação e visualização de dados referente ao cenário atual da lista de espera e dos transplantes de órgãos realizados neste ano, com objetivo de promover maior conscientização e também apoio a decisões sobre a doação de órgãos e medula óssea pelos gestores do SNT.

Os painéis contêm informações de lista de espera e de transplantes de órgãos realizados durante o ano, até o momento, com atualização diária. Assim, o público pode visualizar a quantidade de pessoas que aguardam por um órgão para realização do transplante na última data de compilação dos dados. No painel, é possível visualizar a quantidade de pacientes aguardando pelo tipo de órgão, modalidade de transplante e por estado.

Rede de solidariedade

Outro trabalho importante coordenado pelo Ministério da Saúde é quanto à doação de medula óssea. O Brasil possui, atualmente, mais de 5,5 milhões de pessoas cadastradas no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Trata-se do terceiro maior banco de doadores do mundo e abrange cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. Por isso, a importância dos doadores manterem os dados do cadastro atualizados. Quando um voluntário é compatível com quem está aguardando o transplante, cada minuto importa e é essencial que o contato seja feito o mais rápido possível.

Como parte de uma rede de cooperação internacional, o Redome permite a realização de transplantes de medula óssea em pacientes no Brasil e, também, em outros países. Os doadores podem ser convocados até mesmo anos depois do cadastro, conforme a demanda.

A atualização do cadastro é realizada diretamente pelos doadores, em uma área disponível no site do Redome ou através do aplicativo da rede (disponível para Android e IOS). Ainda como forma de fidelização, o registro proporciona aos doadores cadastrados a “carteirinha do doador”, em formato virtual, que fica disponível no aplicativo.

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