O número de mortes por meningite em Mato Grosso subiu para nove após a confirmação do óbito de Thauan da Silva Moreira, de apenas 3 meses, em Tangará da Serra. A informação consta na atualização divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) nesta terça-feira (9), que também aponta aumento no total de casos da doença, passando de 53 para 55 registros em 2026.
De acordo com o boletim da SES-MT, os nove óbitos confirmados estão distribuídos em diferentes municípios mato-grossenses. Sinop e Sorriso lideram o número de mortes, com dois registros cada. Confira abaixo:
Os dados da SES-MT mostram que os óbitos atingem diferentes faixas etárias, desde crianças até idosos. A distribuição das mortes por idade aponta:
O que é meningite e por que ela preocupa
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias e outros agentes infecciosos.
As formas bacterianas costumam ser as mais graves e podem evoluir rapidamente, provocando sequelas permanentes ou levando à morte quando o tratamento não é iniciado de forma precoce.
- Febre alta;
- Dor de cabeça intensa;
- Rigidez na nuca;
- Vômitos;
- Sonolência excessiva;
- Irritabilidade;
- Convulsões em casos mais graves.
Em bebês, os sinais podem incluir choro persistente, dificuldade para se alimentar, moleira abaulada e sonolência fora do padrão.
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

A Secretaria de Estado de Saúde reforçou que a vacinação permanece como a medida mais eficaz para prevenir casos graves e mortes por meningite.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a imunização é oferecida gratuitamente por meio do Programa Nacional de Imunizações.
Atualmente, estão disponíveis:
- Vacina contra meningite C para bebês entre 3 e 5 meses;
- Reforço com vacina ACWY aos 12 meses;
- Dose complementar para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias;
- Imunização para adolescentes de 11 a 14 anos.
As vacinas podem ser encontradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o estado.
Além da imunização, especialistas orientam a manter ambientes ventilados, evitar aglomerações em períodos de maior circulação de doenças respiratórias e reforçar a higiene frequente das mãos.





