Em 1994, o Brasil chegou à desacreditado. Estava há 24 anos sem vencer o torneio e havia se classificado apenas na última rodada das eliminatórias. O futebol apresentado também não empolgava, e a morte de pouco antes do Mundial abalou ainda mais o país.
Sob o comando de Carlos Alberto Parreira e com Zagallo na comissão técnica, a seleção disputou a primeira copa realizada fora da América do Sul e Europa, nos Estados Unidos.
O Brasil estreou em 20 de junho, vencendo a Rússia por 2 a 0, com gols de Romário e Raí. Depois, derrotou Camarões por 3 a 0, com gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto, e empatou com a Suécia em 1 a 1, com gol de Romário, avançando em primeiro lugar no grupo.
Nas oitavas de final, venceu os Estados Unidos por 1 a 0, em partida disputada no dia 4 de julho. Leonardo foi expulso após cotovelada em Tab Ramos, mas Bebeto marcou o gol da vitória após assistência de Romário.
Nas quartas, enfrentou a Holanda. Romário e Bebeto marcaram os dois primeiros gols. A Holanda empatou com Bergkamp e Winter. Branco garantiu a vitória com um gol de falta: 3 a 2.
A semifinal foi novamente contra a Suécia. Ravelli provocou Romário antes da partida, mas foi o atacante que marcou o único gol, de cabeça, garantindo o Brasil na final.
A decisão foi contra a Itália, e terminou em 0 a 0, mesmo após a prorrogação. Nos pênaltis, Baresi e Massaro desperdiçaram para a Itália, e o Brasil venceu por 3 a 2. A última cobrança foi de Roberto Baggio, que isolou a bola. Dunga, capitão da equipe, havia marcado antes e garantido o tetracampeonato.

Foi o primeiro título do Brasil decidido nos pênaltis e o quarto da história da seleção, que se isolou como a maior campeã do mundo até então.


