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Maragogi manda bem como &#39Caribe brasileiro&#39 com suas piscinas naturais

 

Em fevereiro de 2020, Bruna Lombardi postou uma foto de biquíni de estampa de pele de cobra e salpicou uma legenda sobre o “orgulho de ser nome de uma praia nordestina tão espetacular”. As passagens da atriz por Maragogi (AL) deram tanto o que falar entre os locais que um dos picos mais famosos dali, a Praia de Xaréu, acabou rebatizado para homenageá-la.

Instalados em barquinhos de pesca, bares flutuantes recepcionam turistas que querem beber uma caipirinha de cajá com metade do corpo submerso no mar verde-esmeralda da praia da Bruna.

No meio do caminho entre os aeroportos de Maceió e Recife, a duas horas e meia de cada um, este município alagoano clama para si o título de “Caribe brasileiro”. Não são poucos os concorrentes que pleiteiam o mesmo posto na vizinhança nordestina, mas Maragogi tem pontos fortíssimos a seu favor.

A começar por fazer parte da Costa dos Corais, a segunda maior barreira de corais do planeta, com 135 km de extensão —só perde para uma descomunal adversária na orla australiana, que se espicha por 2.300 km.

Esse cordão natural margeia as praias e impede que ondas mais fortes estourem na areia, ideal para quem tem crianças ou fobia de mar agitado. A barreira ajuda a formar piscinas naturais, mas só na maré baixa, o que pode acontecer em horários ingratos.

Digamos, ter que sair às 5h30 num catamarã lotado de turistas sonolentos e tripulação com gosto por stand-up comedy, rumo a uma piscininha a quilômetros da orla.

Lá você verá uma multidão dos chamados peixes sargentinhos, amarelados e com listras pretas. Encontrará também um cardume de guias turísticos vendendo mergulhos em águas rasas e fotografias subaquáticas que você provavelmente acabará comprando, porque turismo sem foto é que nem cachorro-quente sem salsicha. Só celulares mais modernos e à prova d'água conseguiriam resultado similar.

A maré baixa também proporciona o Caminho de Moisés, inspirado no personagem bíblico que divide o mar Vermelho para garantir uma passagem segura aos filhos de Israel. A versão brasileira se resume a uma trilha de areia que avança centenas de metros mar adentro e desaparece quando as águas começam a subir.

Outro trunfo de Maragogi: a Croa de São Bento, mais um banco de areia, este formado em alto-mar e acessível somente por jangadas.

A Costa dos Corais é desde 1997 uma área de proteção ambiental, a maior unidade de conservação federal administrada pela marinha brasileira. Daí um necessário controle maior, como o veto a cervejas matinais nos barcos turísticos (mas quem quiser abrir uma às 8h30, no trajeto de volta, tá liberado).

E onde ficar em Maragogi? Tem várias opções, a gosto do freguês. Da pousada Portal Mar, com diárias a partir de R$ 90 e piscina que lembra uma grande banheira, ao hotel-boutique Villa Pantai, que inclui bangalôs luxuosos com piscina particular.

Um dos hotéis mais conhecidos do local é o Salinas Maragogi, um resort all inclusive —ou seja, com todas as despesas com comida e bebida já incorporadas à fatura mais salgada que água de mar. A diária mais barata em janeiro vai sair por mais de R$ 2.000, num quarto para casal.

Maragogi passou por maus bocados quando a pandemia da Covid-19 esvaziou destinos turísticos de todo o país. Mas o Salinas, presença constante na lista de melhores resorts do gênero no Brasil, não se saiu de todo mal. Aproveitou a temporada fechada para fazer obras.

Construiu várias piscinas para todas as faixas etárias. A de crianças e adolescentes tem toboáguas de tamanhos diversos. Ao lado, um parque aquático para bebês.

A recreação infantil, aliás, é um ponto alto. Além de peças infantis à noite, que muitos pais acompanham com um olho na cria e outro no bar de drinques vizinho, tem o Clubinho do Siri. As atividades vão de 9h às 21h, para crianças de quatro a 12 anos. Algumas só se lembram que têm pai no fim do dia. E vice-versa.

Em outro canto do hotel, há duas piscinas de água aquecida, uma delas infantil —ambas afastadas do furdunço da música ao vivo e de monitores que vivem de convocar para gincanas, hidroginástica e outras recreações para adultos levemente (ou bastante) alcoolizados. Uma fuga possível da muvuca gourmet.

O Salinas leva a sério o título de “all inclusive”. Quem não deixar a estadia com uns quilos a mais estará de parabéns, porque fácil não é. A fartura de comida e bebida, tudo de qualidade, se espraia pelo complexo.

Muitos resorts de preços mais em conta incluem a comilança em suas tarifas, mas você leva o que você paga. A oferta alcoólica pode se restringir a dois tipos de cerveja mais baratos, e há um único self-service para hordas esfomeadas formarem longas filas nas três refeições do dia.

A rede de Maragogi tem quatro bares e uma cartela generosa de drinques, servidos até num posto montado à beira-mar. Entre os mais pedidos estão o Tropical Verão (uísque, xarope de especiarias e sucos de limão e maracujá) e a gim tônica de hibisco.

Há um bufê principal para café da manhã, almoço e jantar, e o menu é criativo. Num sábado de novembro, o almoço tinha quase 20 alternativas de proteína, como carne de sol na nata, ceviche de tilápia e atum vegano. As crianças pequenas têm uma estação própria, com pratos do desenho “Patrulha Canina”.

Os dois restaurantes à la carte demandam reserva mediante um voucher que recebe quem ficar pelo menos três noites hospedado.

No Mandacaru, de comida nordestina, prove o camarão crocante com risoto de moqueca, e de sobremesa pudim de tapioca com espuma de rapadura.

No Basílico, vá de tentáculos de polvo com crocante de pancetta e a lagosta grelhada na manteiga de sálvia, acompanhada de arroz negro cremoso com abóbora. A sobremesa tem daquelas coisas típicas de chef diferentão, como a panna cotta de chocolate branco com calda de gengibre e hortelã mais crumble de castanhas e manga.

Nem tudo faz parte do pacote. Algumas atrações são pagas à parte, como o arvorismo (uma travessia feita sobre plataformas rentes ao topo de árvores) e o caiaque no rio que corta o resort.

Todo hóspede ganha uma massagem de cortesia de dez minutos nos pés. Um teaser para serviços pagos à parte, como talassoterapia (com água do mar), tratamento com pedras vulcânicas e mais dessas coisas que rico faz quando está entediado.

O Salinas fica colado à praia de Antunes. Como as outras da região, ela tem balanço, rede, uma estrutura florida em forma de coração e alguém plantado ao lado, para cobrar um preço de quem quiser tirar uma foto.

Diga xis e faça o Pix.

Salinas Maragogi

Rodovia AL-101, norte km 124, s/n, Sitio Carió, Maragogi (AL). Tel.: (82) 2126-7472. Diárias a partir de R$ 2.879 (para o começo de janeiro), com tudo incluso.

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