quarta-feira, 27 maio 2026
- Publicidade -
Dengue
24.6 C
Nova Olímpia
- Publicidade -

Ano-Novo e Réveillon

Ano-Novo, também conhecido como Réveillon, é uma celebração realizada entre o dia 31 de dezembro e o 1º de janeiro, e nela se comemora a passagem de ano.

Réveillon ou Ano-Novo é a comemoração da passagem de ano do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro do ano seguinte. A palavra veio do francês e significa “despertar” ou “acordar”, em referência à nova etapa de vida que se inicia. O 1º de janeiro consolidou-se como Ano-Novo somente no século XVI, com o surgimento do calendário gregoriano.

Tópicos deste artigo

Origem do Ano-Novo

A festa de Ano-Novo já é uma tradição no Brasil e em boa parte do mundo, assumindo, em muitos casos, um caráter religioso cristão. No entanto, a origem do Réveillon é muito anterior ao cristianismo, sendo geralmente atribuída à Mesopotâmia, em 2000 a.C., remetendo a algo como o “Festival de Ano-Novo”. Persasfeníciosassírios e gregos, desde tempos remotos, também realizavam suas celebrações de passagem de ano.

Por que o Réveillon é celebrado em 1º de janeiro no Brasil?

No Brasil, assim como na maior parte dos países de tradição ocidental, o Réveillon é comemorado no 1º de janeiro. O mês de janeiro foi criado pelos romanos, no século VIII a.C., e seu nome era uma homenagem a Jano, deus romano das mudanças e das transições. No entanto, os romanos ainda celebravam a passagem de ano no início da primavera, que se dava em março.

Acredita-se que os romanos teriam passado a comemorar a passagem de ano a partir do século II a.C. Atribuiu-se essa mudança ao conflito dos romanos com os celtiberospovos celtas que residiam na Península Ibérica. Essa antecipação tinha relação com questões burocráticas e logísticas que envolviam o exército romano e foi aprovada pelo Senado, em 153 a.C.

Apesar dessa mudança oficializada, o povo romano seguiu com a tradição de comemorar-se a passagem do ano no mês de março. Em 46 a.C., o antigo calendário romano foi substituído pelo calendário juliano, nomeado assim em homenagem a Júlio César. O início do ano, na tradição popular romana, ainda recaía sobre março.

A partir da cristianização da Europa, estabeleceu-se certa resistência, em alguns lugares, a comemorar-se a passagem do ano em janeiro porque o nome do mês era uma homenagem a um deus pagão. Ainda assim, houve povos, como os francos (sob a dinastia merovíngia), que celebravam a passagem do ano em 1º de janeiro. A data foi cristianizada e tornou-se o Dia da Circuncisão.

A cristianização da data fez com que ela fosse adotada por alguns dos reinos que existiam na Península Ibérica durante a Idade Média, embora muitas mudanças tenham acontecido na questão de qual data seria adotada como o início do ano. A verdade é que, nesse período, havia uma intensa disputa, uma vez que muitos reinos cristãos queriam que o Dia da Anunciação, 25 de março, fosse considerado como o dia do Ano-Novo.

Papa Gregório XIII criador do calendário gregoriano e tornou o 1º de janeiro o primeiro dia do ano.
No século XVI, o papa Gregório XIII criou o calendário gregoriano e tornou o 1º de janeiro o primeiro dia do ano.[1]

O dia 1º de janeiro foi oficializado como Dia de Ano-Novo por conta da mudança do calendário no século XVI. Essa mudança foi realizada pelo papa Gregório XIII e determinou uma reforma no calendário, que passou a ser conhecido como calendário gregoriano. O antigo calendário, o juliano, deixou de ser utilizado porque tinha uma pequena imprecisão de três dias a cada 400 anos.

Com a reforma do calendário gregoriano, o dia 1º de janeiro tornou-se de fato o primeiro dia do ano. Com o tempo, outros países foram adotando esse novo calendário, e a celebração do Ano-Novo passou a ser em 1º de janeiro. Os ingleses, por exemplo, aderiram ao 1º de janeiro como primeiro dia do ano somente no século XVIII.

O Brasil adotou essa prática por conta da influência portuguesa aqui. No século XVI, Portugal era um país muito católico e, por isso, obedeceu à reforma no calendário feita pelo papa, e, assim, o calendário gregoriano foi adotado e o 1º de janeiro foi consolidado como o primeiro dia do ano para os portugueses. Essa tradição foi, então, trazida para o Brasil.

Tradições de Ano-Novo

Atualmente, o mais comum durante a comemoração do Ano-Novo é o show de fogos de artifício, além das inúmeras tradições que variam de um país para outro. No Brasil, por exemplo, existem várias tradições herdadas das religiões de matriz africana e afro-brasileira, tais como o candomblé e, principalmente, a umbanda.

culto a Iemanjá com oferendas ao mar é praticado até mesmo por pessoas que não fazem parte dessas religiões, tendo uma grande receptividade com o público católico. Outro hábito herdado dessas religiões é o ato de vestir-se de branco, uma superstição pela promoção da paz e, na origem, um hábito para reverenciar as cores do orixá Oxalá.

Para muitos, o Réveillon é um momento de renovação, de planejar ou de colocar em prática planos antigos. Assim, são várias as simpatias e superstições para que tudo ocorra bem, como comer lentilhas, pular sete ondas (o número sete também se relaciona a religiões e crenças), comer sete sementes de romãs, entre outros inúmeros hábitos.

Pessoas pulando ondas, uma tradição do Ano-Novo.
Pular sete ondas durante o Ano-Novo é uma das muitas tradições dessa festa.

É claro que isso tudo é simbólico, sendo, portanto, práticas de manifestação cultural que revelam as relações de identidade das pessoas com a sociedade e o espaço. A adoção de práticas originárias de religiões de matriz africana demonstra bem o sincretismo religioso na sociedade brasileira, uma vez que tais práticas disseminaram-se pelo país e são realizadas por pessoas de diferentes religiões.

Aqui no Brasil é muito comum que as pessoas chamem o Ano-Novo pelo termo francês,   Réveillon. Esse termo, originalmente, era utilizado para referir-se a festas que viravam a noite, mas passou a referir-se às festas de Ano-Novo da nobreza francesa durante o século XVII.

O termo tem um significado relacionado com “acordar”, “despertar”, sendo, portanto, o acordar ou despertar de um ano novo. Essa tradição francesa ganhou outros lugares do mundo a partir do século XIX e chegou a locais como o Brasil. O termo popularizou-se no país por meio das festas das elites daqui.

Ano-Novo em outras partes do mundo

Comemorar o Ano-Novo no dia 1º de janeiro é uma tradição, principalmente, ocidental e cristã. Embora o mundo, oficialmente, siga o calendário gregoriano, muitos povos diferentes possuem celebrações de Ano-Novo acontecendo em outras datas que não o 1º de janeiro. Vejamos alguns exemplos:

  • Judeus: o Ano-Novo judaico é conhecido como Rosh Hashaná e é celebrado entre o final de setembro e o início de outubro. As festas de Ano-Novo para os judeus são ocasiões de reunião familiar, mais privadas.
  • Muçulmanos: o Ano-Novo muçulmano é celebrado no mês de maio. A passagem de ano para os muçulmanos celebra a Hégira, a ida de Muhammad de Meca para Medina.
  • Chineses: o Ano-Novo dos chineses é determinado pelo calendário chinês e acontece entre janeiro e fevereiro do calendário gregoriano. Os chineses costumam fazer grandes celebrações durante seu Ano-Novo.

Créditos da imagem

[1] catwalker e Shutterstock

Escritor do artigo

Escrito por: Rodolfo F. Alves PenaEscritor oficial Brasil Escola

- Publicidade -
Machado vertical

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

2,2 mil vagas de empregos nesta semana em Mato Grosso

Interessados devem comparecer aos postos de atendimento com documentos...

Produção de etanol cresce mais de 16% em MT e gera 12 mil empregos

A produção de etanol em Mato Grosso deve crescer...

Mais de 7 mil adolescentes viraram mães em MT no último ano

Descobrir uma gravidez aos 13 anos mudou completamente a...
Feito com muito 💜 por go7.com.br