Este sábado, 21, foi o Dia Mundial do Aperto de Mãos.
Essa data, aparentemente irrelevante, acredito, pode dizer muito sobre nós e o outro se prestarmos atenção no ato ou na falta dele.
Há registros históricos que remetem ao aperto de mãos há 800 antes de Cristo.
Teria começado há 3 mil anos como um ato reservado.
Acontecia após discussões fechadas, como forma de selar acordos de paz.
Tornou-se público aos poucos e assim foi caindo no gosto de autoridades e populares.Além de “carimbar” acordos, se expandiu aos desafios, apostas e cumprimentos cordiais de apresentação ou reforço das relações sociais.
Diferente da reverência, que representa hierarquia entre as pessoas, o aperto de mãos é uma forma igualitária de cumprimento.
Ou seja, traduz que somos todos iguais independentemente da cor, crença, raça, conhecimento formal, posição social…
Enquanto se cumprimenta, a pessoa deve estar atenta à linguagem corporal e evitar estender a mão sobre a mesa ou outros obstáculos. Também, evitar, por exemplo, apertos de mãos com luvas
Cada vez mais comum, até entrou para os manuais de etiqueta.
No que se refere à etiqueta, a observação é que o aperto de mãos deve ser firme, mas não excessivamente forte, e ter duração de apenas alguns segundos.
Enquanto se cumprimenta, a pessoa deve estar atenta à linguagem corporal e evitar estender a mão sobre a mesa ou outros obstáculos.
Também, evitar, por exemplo, apertos de mãos com luvas.
A luva representaria frieza e distância social entre as pessoas.
Outra coisa, o aperto de mãos deve ser feito com a mão direita, com firmeza e contato visual.
E se a outra pessoa estiver sentada, levante-se para cumprimentá-la.Um aperto de mão excessivamente forte ou fraco, diz a etiqueta, pode passar uma impressão negativa.
Como tudo na vida, o aperto deve ser equilibrado e transmitir educação.
Todavia, se estivermos em um grupo grande não há necessidade de cumprimento individual.Ou seja, estamos dispensados de apertar a mão de cada um.
Nesse caso, um bom dia, boa tarde… é o bastante.
Por outro lado, em algumas situações, momento de luto, por exemplo, sobrepor uma mão sobre a do outro enquanto o cumprimenta transmite conforto.
Então, diante de tantos significados, chego à conclusão que tem muita gente precisando aprender ou reaprender o significado desse cumprimento tão popular.
Abrir a mão e tocar as pontinhas dos dedos do outro sem a mínima atenção à pessoa que está sendo “cumprimenta”…
Ah! Isto, definitivamente, não é cumprimentar.
A leitura corporal de quem “cumprimenta” assim é de superioridade, segundo o manual de etiqueta.
Eu, particularmente, diria que pode significar mais. Algo como asco.
Já abrir a mão e apenas encostar na do outro…
Hum! Isto é tipo, ‘tanto faz cumprimentar ou não”.
Tem ainda aqueles ou aquelas que tornam o aperto de mãos excessivamente formal por conveniência.
Esse “estilo” diz respeito àqueles que habitualmente cumprimentam com beijinhos e abraços quando estão longe de seus cônjuges, namorados…
Perto, apressam-se em impor distância.
Esticam o braço para não correrem o risco de que repitam o cumprimento afetivo.
Sobre esses dois exemplos, penso, não há que se falar em cordialidade e respeito.
Mais cuidado ao aperto de mãos!
Ao nosso e ao do outro.
ALECY ALVES é jornalista e bacharel em Serviço Social








