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Um dos acusados pelo assassinato de jovem de MT após &#39gesto inocente&#39 no TikTok é preso

 

Um dos acusados pelo assassinato da jovem Ellen Nascimento da Silva, de 21 anos, foi preso, na noite desse domingo (25), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O crime ocorreu em abril deste ano, no município de Brasnorte (MT), após a vítima fazer um 'gesto inocente' no TikTok. A Polícia Civil indiciou cinco envolvidos no assassinato da jovem e um deles está foragido.

Segundo o delegado Eric Marcio Fantin, o crime foi cometido por membros de uma facção criminosa, que não gostaram de um vídeo que a jovem publicou no TikTok. Ellen publicou um vídeo dançando e fazendo um símbolo com as mãos que teria relação com uma facção rival à dos suspeitos do homicídio.

O indiciado Erick Vinicius Colen Félix foi o único envolvido preso durante as investigações. Já outros dois colegas do grupo estavam foragidos e a polícia estava à procura deles. Segundo o delegado, Ueslen Gonçalves Barros foi preso na região metropolitana de Cuiabá, mais de 500 km de distância do local do crime.

 

“Foi dado cumprimento do mandado de prisão de um dos participantes da morte da Ellen. Que a Justiça seja feita e ele responderá pelos seus graves crimes. Falta um dos acusados, mas vamos pegá-lo”, disse Eric Marcio Fantin.

Ellen Nascimento foi modelo de maquiagem  — Foto: Reprodução

Ellen Nascimento foi modelo de maquiagem — Foto: Reprodução

Ryan Aparecido Correa da Silva segue foragido.

Outros dois integrantes também foram denunciados, mas não tiveram a prisão decretada por terem colaborado com a investigação, segundo a polícia. Eles respondem ao processo em liberdade.

Relembre o caso

Quem é a jovem morta com as mãos amarradas por facção após vídeo no TikTok 

 

Quem é a jovem morta com as mãos amarradas por facção após vídeo no TikTok

Ellen estava desaparecida desde o dia 19 de abril e foi encontrada morta em uma estrada na zona rural de Brasnorte, três dias depois. A vítima tinha marcas de tiro pelo corpo e estava com as mãos amarradas.

De acordo com a Polícia Civil, o corpo da jovem foi encontrado por um homem que trabalhava com um trator em um sítio da região. Ele acionou a polícia e, após a perícia, a vítima foi identificada.

Após o início das investigações, a Polícia Civil constatou que Ellen foi morta depois de publicar um vídeo dançando e fazendo um símbolo com as mãos que teria relação com uma facção rival à dos suspeitos do homicídio.

De acordo com o delegado, seis integrantes estariam envolvidos de forma direta na morte da jovem e dois deles realizaram quatro disparos.

 

A polícia informou que Ellen tinha amizade e relacionamento amoroso com integrantes da facção, mas não tinha envolvimento com crimes. A polícia acredita que o símbolo feito por ela durante a dança na rede social não foi intencional.

Um dos integrantes da organização disse à polícia que foi obrigado pelo grupo a ir até a casa da jovem e levá-la até o local onde ela foi amarrada. Posteriormente, a garota foi levada até a zona rural, onde foi executada, segundo a polícia.

 

 

Denúncia

 Ellen Nascimento da Silva, de 21 anos, era moradora de Brasnorte — Foto: Reprodução

Ellen Nascimento da Silva, de 21 anos, era moradora de Brasnorte — Foto: Reprodução

Ministério Público de Mato Grosso (MPE) ofereceu denúncia contra os cinco envolvidos no assassinato de Ellen. Na denúncia, oferecida no dia 12 de maio, os cinco são acusados de homicídio com as qualificadoras de: motivo fútil; meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima, além de corrupção de menores, já que uma adolescente teria participado do crime.

 

O suposto envolvimento da menor de idade com o caso vai ser apurado em outros autos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo o MPE, dia 19 de abril de 2022, por volta das 23h50, um dos envolvidos ‘atraiu’ Ellen até a quitinete em que ele morava. Lá já estavam outras três pessoas do grupo e uma adolescente. A vítima foi vendada, amarrada e depois Ueslen chegou em um veículo e o grupo levou a vítima até o lugar onde ela foi morta.

Ryan é apontado como a pessoa que fez os dois primeiros disparos e outro indiciado, os dois últimos. Na denúncia, o Ministério Público pede ainda que sejam mantidas as prisões preventivas de Erick, Ryan e Ueslen.

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