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Quatro envolvidos em golpes no WhatsApp são alvos de mandados em Cuiabá

 
 

A Polícia Civil do Distrito Federal, em conjunto com a Polícia Civil do Mato Grosso, deflagrou nesta quinta-feira (25) a Operação Falso Perfil, uma ação conjunta para cumprimento de mandados judiciais contra quatro suspeitos de envolvimento com uma associação criminosa, que aplicava golpes de estelionato no WhatsApp em Cuiabá.

O golpe aplicado pelo grupo é o do “falso perfil”, em que os criminosos, normalmente por vazamento de dados, identificam dados de vítimas e entram em contato com parentes, ou pessoas relacionadas a elas, solicitando quantias de dinheiro.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/PCDF), em conjunto com a Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e com o suporte logístico e operacional da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Os mandados cumpridos nesta quinta-feira (25) eram de busca, mas um dos alvos foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Os outros três foram ouvidos e liberados.

Investigações

Conforme investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, ao aplicar o golpe, uma pessoa se identificou como filho da vítima, informando que o seu celular estava danificado e havia sido deixado na assistência técnica, o que o obrigaria a usar um novo número nos próximos dias. Em seguida, solicitou que fossem feitos pagamentos, que seriam devolvidos em breve, o que não ocorreu.

As investigações, iniciadas no final de 2021, identificaram uma associação criminosa formada na capital mato-grossense, que, possivelmente, aplica estes golpes em vítimas de diversos estados do país.

O grupo divide as funções de seus membros basicamente em dois núcleos. O primeiro, operacional, é responsável por obter dados das vítimas e habilitar chips de celular utilizados na fraude e enviar as mensagens falsas.

Outro núcleo, o financeiro, fornece as contas bancárias e as chaves PIX repassadas às vítimas para o recebimento dos valores do golpe. Também realizavam os saques e transferências das quantias rapidamente, para evitar que a pessoa enganada recuperasse o valor repassado.

As condutas indicam prática do crime de estelionato na modalidade eletrônica, com pena de quatro a oito anos de reclusão; de associação criminosa, com pena de um a três anos de reclusão; e a possibilidade do crime de lavagem de dinheiro, com pena de reclusão de três a 10 anos e multa.

Golpe do falso perfil

O golpe do perfil falso do WhatsApp, em que criminosos se passam por pessoas conhecidas das vítimas para tentar enganá-las, é uma das fraudes que mais vem ganhando força em aplicativos de mensagens.

Para usuários se protegerem desse golpe, é recomendado que duvidem sempre de pedidos de empréstimos feitos por meio do aplicativo, e que sempre entrem em contato com a suposta pessoa que fez a solicitação, para confirmarem a veracidade da situação.

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