segunda-feira, 20 maio 2024
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Produtor rural assume tiro, mas nega intenção de matar agrônoma em briga de trânsito

 

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jackson teria buzinado constantemente. Vitor seguiu ignorando o outro motorista e, foi então, que teve início a perseguição, com mais buzinadas e o produtor teria tentado acertar o carro e Vitor.

O produtor rural Jackson Furlan, de 32 anos, acusado de matar a agrônoma Júlia Barbosa de Souza, de 28 anos, em Sorriso (394 km de Cuiabá), assumiu que atirou contra a caminhonete onde a vítima estava com o namorado. Porém, o atirador negou que tivesse a intenção de matar a jovem. “A intenção era assustar”, definiu em seu interrogatório durante o tribunal do júri.

O julgamento está sendo realizado nesta quinta-feira (18) e Jackson negou que tenha perseguido o carro onde Vitor Giglio e a namorada, Júlia, estavam. Em sua versão, o produtor rural disse ter sido provocado pelo condutor do veículo.

O crime

O crime aconteceu em novembro de 2019. De acordo com a Promotoria, Vitor e Júlia voltavam da casa de amigos quando passaram em um posto de combustíveis. Ao saírem do local, a caminhonete onde estavam, seguiu atrás de um outro carro, um gol que estava com uma velocidade bem abaixo do previsto na via.

 

Durante a perseguição, a vítima, conforme o MP, efetuou uma conversão proibida na avenida para deixar o acusado passar. Mesmo assim, Jackson teria insistido e acabou, em um determinado momento, obstruindo subitamente a pista, ocasião em que disparou na direção do rosto de Vitor, atingindo Júlia, que estava ao seu lado. A jovem foi socorrida, mas não resistiu ao tiro na cabeça.

“De acordo com o apurado através de perícia técnica realizada no local do crime e junto ao automóvel de Vitor, constatou-se que o disparo foi efetuado em direção ao condutor do veículo, Vitor, entretanto, por circunstância alheia a vontade do denunciado, Júlia foi alvejada fatalmente”, diz a denúncia do MP.

Júlia estava na cidade para visitar o namorado (Foto: Acervo pessoal)

Confissão

Em seu interrogatório, Jackson negou que perseguiu a caminhonete onde estava o casal. Em sua versão, alega que ficou atrás do veículo porque não conseguia ultrapassar, uma vez que Vitor andava devagar.

Com relação ao tiro, o qual Jackson confirmou ter sido disparado, disse que estava “cego” no momento em que pegou a arma. Pois, minutos antes, quando os dois carros ficaram emparelhados, segundo o produtor rural, o namorado da vítima o teria xingado e dito muitas palavras de baixo calão.

Jackson informou que não tinha porte de armas, nem treinamento de tiro. O revólver teria sido adquirido após o produtor rural ter sido vítima de furto.

O acusado disse que não viu que tinha outra pessoa no carro e que só soube da morte de Júlia no dia seguinte.

“Eu estava cego de emoção, quando chegou nos dois cruzamentos, peguei a arma, e fiz esse movimento (demonstra como fez para atirar). Eu não mirei, não parei a caminhonete. Não vi se tinha vítima, não tive a intenção de acertar a caminhonete, não vi que tinha outra pessoa além do Vitor”, narrou antes de dizer que a intenção era assustar o outro condutor.

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