Após a morte da ex-candidata a vereadora trans Santrosa,27, na tarde de domingo (10), a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) intensificou o policiamento na zona rural de Sinop (500 km ao Norte), cidade em que ocorreu o crime. A vítima foi encontrada decapitada e com mãos amarradas.
O homicídio foi registrado na estrada Cirene e, durante as buscas pela região, os militares encontraram a cabeça da vítima. As equipes da Polícia Civil e Politec permaneceram no local para realização dos procedimentos cabíveis.
O comandante do 3º Comando Regional de Sinop, coronel Wesney de Castro Sodré, afirmou que houve reforço do policiamento ostensivo em toda a região em busca dos suspeitos do homicídio.
“A princípio, vamos intensificar as ações ostensivas por parte da Polícia Militar e contribuir no que for necessário para as investigações, para elucidar esse crime, com apoio da Rotam, Bope, Raio, Força Tática, Cavalaria e Ciopaer. Vamos massificar a presença da PM em diversos locais do município, com pontos de barreiras em toda a região”, afirmou o comandante.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Trans foi assassinada por vender drogas e ‘falar demais contra facção’, diz delegado
As investigações iniciais sobre a morte da cantora e ex-candidata a vereadora Santrosa apontam para briga no território do tráfico por facções. A vítima estaria vendendo entorpecentes sintéticos sem autorização de grupo criminoso dominante na região. A mulher trans assassinada em Sinop (500 km ao Norte) e o corpo achado decapitado no domingo (10). Até o momento não foram identificados suspeitos.
Em entrevista ao Cadeia Neles, nesta segunda-feira (11), o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Sinop, Bráulio Junqueira, explicou que, apesar de não terem sido localizados suspeitos, o crime foi consumado por integrantes da facção Comando Vermelho.
“A informação é que a vítima foi executada por integrantes do Comando Vermelho, tendo em conta que a facção acreditava que ela era desafeto e estaria falando demais contra a facção”, afirmou o delegado.
De acordo com Junqueira, as investigações apontaram, ainda, que a vítima estaria vendendo drogas, mesmo sem ser filiada à organização criminosa. “A vítima estaria vendendo droga sintética e já teria tomado um ‘arroxo’ da facção pois não é permitido fazer isso se não for faccionado. Então esse foi o motivo da execução”, explicou.
A residência de Santtrosa foi invadida para o sequestro e parte da droga foi levada.
Até o momento, Junqueira confirmou ao
que o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica ainda não foi liberado para informar se existem outros ferimentos, como tiros ou marcas de tortura, além da decapitação.
Na busca por localizar os autores do crime, o policiamento na zona rural de Sinop foi intensificado, de acordo Informações da Polícia Militar de Mato Grosso.
Sobre o caso
A ex-candidata a vereadora Santrosa,27, uma mulher transessuxal, foi achada morta na tarde de domingo, em Sinop. A vítima estava decapitada e com as mãos amarradas quando foi encontrada e a cabeça foi achada a alguns metros do local do corpo.
Santrosa era cantora, digital influencer e filiada ao PSDB. A eleição de 2024 foi a única da qual a mulher participou e terminou como suplente de um dos candidatos.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o homicídio.


Reprodução/ Fabiano Marques