Dois casos envolvendo caminhões na região de Barra do Bugres e da Serra de Tapirapuã colocaram em discussão o atendimento oferecido aos motoristas pela concessionária Via Brasil MT-246. Os relatos apontam dificuldades para retirar veículos da rodovia e a dependência de recursos próprios ou da ajuda de terceiros, mesmo em um trecho com cobrança de pedágio.
Em um dos episódios, um caminhoneiro relatou ter permanecido aproximadamente 20 horas parado após um acidente na Serra de Tapirapuã, ocorrido por volta das 13h de quinta-feira (15). Em outro vídeo, um homem mostra um caminhão que saiu da estrada nas proximidades de Barra do Bugres e reclama que a equipe da concessionária esteve no local, mas não realizou a retirada do veículo.
As situações têm circunstâncias diferentes, mas apresentam uma queixa em comum: a ausência da remoção esperada pelos usuários. Para quem depende do caminhão como instrumento de trabalho, a dificuldade de contratar o serviço prolonga a paralisação e se soma aos prejuízos da ocorrência.
No registro feito próximo a Barra do Bugres, o autor afirma que os funcionários teriam informado não possuir autorização para puxar o caminhão. “Vem aqui e não pode fazer nada. Diz que o chefe deles não autoriza nem ajudar a puxar aqui”, reclama.
O homem também questiona a cobrança de pedágio diante da assistência que afirma não ter recebido.
Espera de aproximadamente 20 horas na Serra de Tapirapuã
No caso registrado na Serra de Tapirapuã, o caminhoneiro afirmou que a Via Brasil negou a remoção sob a justificativa de que o serviço não estava previsto no contrato de concessão.
Sem condições financeiras de contratar um guincho particular, o motorista passou a depender de amigos e familiares para tentar retirar o veículo. Segundo o relato divulgado, a espera durou aproximadamente 20 horas, e a ocorrência também provocou transtornos para outros usuários do trecho.
A repercussão motivou cobranças do deputado estadual Dr. João e do vice-prefeito de Tangará da Serra, Eduardo Sanches, que pediram esclarecimentos sobre a assistência oferecida aos veículos pesados.
Os dois episódios evidenciam a diferença entre o atendimento que os caminhoneiros esperam encontrar em uma rodovia pedagiada e o serviço que a concessionária afirma estar obrigada a prestar. A presença de uma equipe no local, conforme os relatos, não significou a solução do problema de remoção.
A insatisfação também apareceu em comentários nas redes sociais, com críticas à cobrança de pedágio e pedidos de mobilização dos usuários. Para os motoristas envolvidos, a principal dificuldade permanece sendo conseguir retirar o caminhão e retomar a viagem quando não há dinheiro disponível para contratar o atendimento particular.
O que diz a Via Brasil
Em nota encaminhada a imprensa na segunda-feira (19), a Via Brasil MT-246 informou que o contrato de concessão não contempla o serviço de guincho pesado.
Sobre a ocorrência de quinta-feira (15), na Serra de Tapirapuã, a empresa afirmou ter realizado o atendimento previsto contratualmente, incluindo as providências necessárias para liberar a pista e normalizar o tráfego.
Segundo a concessionária, a remoção de veículos pesados com guincho específico não integra os serviços previstos no contrato, embora a empresa preste assistência aos usuários dentro das obrigações estabelecidas.
A manifestação se refere ao episódio da Serra de Tapirapuã. No material apresentado, não há posicionamento específico da Via Brasil sobre o vídeo registrado nas proximidades de Barra do Bugres.








