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Março é o mês mais violento para mulheres em MT desde 2019, aponta observatório

Estado soma 10 mulheres mortas em 2026; em quatro dias, foram registrados três feminicídios e uma tentativa.

Mato Grosso vive o mês mais violento para mulheres desde 2019. De acordo com o Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual (MPE), março de 2026 concentra o maior número de casos de feminicídio dos últimos anos no estado. Somente entre quinta-feira (26) e domingo (29), foram registrados três feminicídios e uma tentativa em diferentes municípios, evidenciando uma sequência de crimes que acende alerta para a escalada da violência.

O primeiro caso foi registrado na quinta-feira, em Rondonópolis. A vítima, Luiza Regina Oliveira Zanoni, de 29 anos, foi morta a facadas dentro de casa após uma discussão sobre o fim do relacionamento. O principal suspeito é o ex-companheiro, de 35 anos, que tentou tirar a própria vida após o crime e foi socorrido.

Na sexta-feira, em Sinop, Luzia do Nascimento Ramos, de 50 anos, foi morta com um golpe de faca no peito, em uma rua do bairro Boa Esperança. O suspeito, de 38 anos, foi preso em flagrante e confessou o crime à polícia.

Também na sexta-feira, em Sorriso, uma mulher foi baleada pelo marido após anunciar o fim do relacionamento. O suspeito, o corretor de imóveis Bruno Pianesso, se entregou à polícia no domingo (29). A vítima foi atingida no peito, passou por cirurgia e segue em recuperação. Na casa dele, a polícia apreendeu mais de 3,7 mil munições e armas de fogo.

BRUNO PIANESSO SUSPEITO DE TENATR MATAR MULHER EM SORRISO FOTO INSTAGRAM
Bruno Pianesso foi preso após o crime – Foto: Reprodução

O caso mais recente ocorreu na manhã de domingo, em Porto dos Gaúchos. Mariana Bittencourt Santana, de 20 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro. Após o crime, o suspeito tirou a própria vida.

Com os registros recentes, Mato Grosso já soma 11 mulheres mortas em 2026. Os dados reforçam o cenário de aumento da violência, mesmo com legislações mais rígidas.

Medidas e alerta

Apesar de penas que podem chegar a 40 anos de prisão para feminicídio, os casos continuam ocorrendo, o que, segundo especialistas, indica que a punição, por si só, não tem sido suficiente para conter a violência.

No caso de Sorriso, o Clube de Tiro .45 informou que expulsou Bruno Pianesso após o crime, alegando descumprimento de normas internas e princípios éticos. A entidade afirmou que não compactua com o uso indevido de armas e que está à disposição das autoridades.

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