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EM 2024 – Conflitos no campo atingiram mais de 127,7 mil pessoas em MT

No ano passado, Mato Grosso registrou 121 conflitos no campo, de acordo com dados da 39a edição do relatório “Conflitos no Campo Brasil” divulgado ontem (23), pela Comissão Pastoral da Terra

Em 2024, 121 conflitos no campo foram registrados em Mato Grosso, afetando 14.581 famílias. A maioria das ocorrências foi referente à luta pela terra, com 102 casos. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT) que divulgou, ontem (23), a 39a edição do relatório “Conflitos no Campo Brasil”. Ao todo, a violência no meio rural atingiu 127.736 pessoas no Estado.

Elaborado anualmente há quase 40 anos, o estudo traça um panorama da violência ligada a questões agrárias em todo o país, a partir dos registros do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc-CPT). Em nível nacional, o relatório aponta para uma queda de quase 3% dos conflitos no campo em relação a 2023, com 2.185 conflitos no ano passado contra 2.250 em 2023.

Apesar da pequena queda, o ano passado ainda apresenta o segundo maior número de conflitos da série histórica da CPT. No país, foram 1.768 ocorrências de conflitos no eixo terra, sendo 1.680 de violências, que resultaram em 13 assassinatos e outras 103 tentativas de homicídios. Já o Maranhão liderou em número de registros de violência no eixo terra, com 363 ocorrências. Também se destacam o Pará, com 234 casos; a Bahia, com 135; e Rondônia, com 119 ocorrências.

No Estado, a violência contra a ocupação e a posse resultou em quatro famílias expulsas; 1.091 sofreram ameaças de despejo; 244 tentativas ou ameaça de expulsão; 90 casas destruídas; 2.398 roças destruídas; 137 bens destruídos; além de 401 casos de pistolagem e 1.769 invasões.

Um dos conflitos por terra apontados foi registrado no dia 14 de abril do ano passado, atingindo 47 famílias da Terra Indígena Sararé, localizada entre os municípios de Nova Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Já no dia 19 de agosto, 1.902 indígenas foram vítimas ocorrida na TI Parabubure/Xavante, entre Campinápolis e Nova Xavantina.

Ainda no território mato-grossenses, houve um confronto referente a ocupação ou retomada de terra, além de um relacionado a acampamento. O relatório Cedoc-CPT aponta também quatro conflitos trabalhistas e outros 15 pela água. Neste último caso, envolvendo 17.352 famílias.

Em Mato Grosso, não houve homicídio, mas foram registradas duas tentativas de assassinato, além de uma morte em consequência dos conflitos; seis ameaças de mortes; um caso de tortura; quatro agressões e 17 prisões.

No geral, os fazendeiros são quase a metade dos agentes causadores da violência por terra (44%), além de grileiros, empresários e madeireiros. Já os povos indígenas são as principais vítimas, seguidos por posseiros e quilombolas.

Os principais conflitos com queda nas violências foram expulsão, despejo judicial, ameaça de despejo, pistolagem, grilagem, invasão e destruição de pertences. Porém, houve aumento nas ameaças de expulsão, desmatamento ilegal, incêndio e de casos contaminação por agrotóxicos.

CONTAMINAÇÃO POR AGROTÓXICOS – Somente em Mato Grosso, 250 famílias foram vítimas de intoxicação por agrotóxicos no ano passado, ocupando o sétimo lugar no ranking dentre as unidades da Federação. Em primeiro lugar aparece o vizinho Mato Grosso do Sul, com 7.538 famílias contaminadas, seguido do Pará (4.597); Maranhão (2.506); Distrito Federal (600); Tocantins (586) e de Rondônia, com 393 famílias intoxicadas.

INVASÃO ZERO – O Cedoc-CPT identificou ainda a participação do grupo “Invasão Zero” nos conflitos por terra em 2024, com ataques violentos em Goiás, Maranhão, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Pará e Pernambuco. “Contudo, em outros estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e Santa Catarina, também ocorreram ataques coordenados de grupos de fazendeiros, seguindo os padrões de atuação do ‘Invasão Zero’, traz o documento.

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