No cenário cultural de Mato Grosso, poucos nomes conseguem traduzir a alma das nossas paisagens e a essência da nossa gente com tanta sensibilidade quanto o artista plástico Paulo Laurentino. Reconhecido por sua trajetória brilhante, que já levou exposições a
palcos de prestígio — como o hall de entrada do Teatro Zulmira Canavarro, na Assembleia Legislativa do Estado —, Laurentino reafirma sua conexão profunda com Porto Estrela.
Durante o 10º FestPorto, o artista de Porto Estrela não apenas exibe sua produção, mas convida o público a um diálogo vivo com a natureza. Com pincéis em mãos e uma paleta que captura a luz única do nosso dia-a-dia, ele transformou a margem do Rio Paraguai em seu ateliê a céu aberto, dando vida a cenas que homenageiam a fauna, a flora e a rotina ribeirinha.
Mais do que uma premiação, os troféus desta edição do FestPorto são verdadeiras peças de colecionador, concebidas pelas mãos de Laurentino. A peça é uma síntese poética da relação entre o pescador e o rio.
Com um design que equilibra a rusticidade do elemento natural com uma elegância artística, a obra imortaliza o instante sublime da fisgada. A silhueta do peixe, o pescador em seu barco e a estrutura que remete ao ambiente da pesca esportiva não são meros adornos; são um manifesto. Cada troféu entregue aos vencedores carrega consigo o respeito à natureza — nossa maior fonte de riqueza e inspiração — e a assinatura de um artista que compreende que o verdadeiro troféu de quem frequenta o Rio Paraguai é a preservação e a harmonia com o meio ambiente.
Ao elevar o design dos troféus a este patamar, Paulo Laurentino não só valoriza a competição, mas também eleva o nome de Porto Estrela. Sua obra é, em última análise, um espelho da nossa identidade mato-grossense: criativa, resiliente e profundamente ligada às águas que moldam a nossa história.
É um privilégio para o 10º FestPorto contar com a genialidade de Paulo Laurentino, um artista que faz da sua veia criativa um patrimônio de todos nós.


