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Projeto quer proibir redes sociais para menores de 16 anos no Brasil

Um projeto apresentado na Câmara dos Deputados pretende impedir que menores de 16 anos criem ou mantenham contas em redes sociais no Brasil. A proposta também prevê novas obrigações para as plataformas digitais e ações de conscientização voltadas a pais, responsáveis, crianças e adolescentes.

O Projeto de Lei nº 5.271/2026 foi apresentado pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e altera dispositivos da Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital.

Pelo texto, as empresas responsáveis pelas redes sociais deverão adotar mecanismos capazes de impedir o cadastro e a manutenção de contas de usuários com menos de 16 anos.

As plataformas também terão que informar de maneira clara, acessível e destacada que o serviço não é destinado a pessoas abaixo dessa idade.

WhatsApp, comércio eletrônico e jogos têm exceções

Foto: Getty Images/SOPA Images

A proposta não pretende impedir o acesso de menores de 16 anos a qualquer tipo de serviço disponível na internet.

Aplicativos utilizados exclusivamente para mensagens privadas e comunicação interpessoal ficariam de fora da proibição.

Também estão previstas exceções para plataformas exclusivamente educacionais, serviços de comércio eletrônico e jogos eletrônicos, desde que não possuam funcionalidades características de uma rede social.

Para outros produtos e serviços digitais destinados a crianças e adolescentes ou que possam ser utilizados por esse público, a proposta estabelece mecanismos de acompanhamento pelos responsáveis.

Nesses casos, contas de usuários de até 16 anos deverão estar vinculadas à conta de um responsável legal.

Projeto altera ECA Digital

O texto modifica regras do chamado ECA Digital, legislação sancionada em 2025 para estabelecer mecanismos de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Entre as alterações previstas está a criação de regras específicas para impedir a atividade de contas de menores de 16 anos nas redes sociais.

A proposta também determina que o poder público desenvolva campanhas e ações de orientação sobre os possíveis impactos do uso precoce dessas plataformas.

Autor cita possíveis impactos sobre desenvolvimento

Na justificativa apresentada à Câmara, o projeto menciona estudos e preocupações relacionados ao uso excessivo de redes sociais por crianças e adolescentes.

O texto sustenta que esse público pode apresentar maior vulnerabilidade aos mecanismos utilizados pelas plataformas digitais, especialmente sistemas de recomendação e algoritmos desenvolvidos para estimular a permanência do usuário nos aplicativos.

A proposta também menciona o fato de áreas do cérebro relacionadas ao controle de impulsos e à avaliação de riscos ainda estarem em desenvolvimento durante a infância e adolescência.

Medida ainda não está valendo

Apesar da repercussão da proposta, a proibição ainda não está em vigor.

O Projeto de Lei nº 5.271/2026 foi apresentado à Câmara dos Deputados em 1º de setembro e ainda precisa percorrer as etapas previstas no processo legislativo.

Somente após eventual aprovação pelo Congresso Nacional e sanção, conforme o andamento da proposta, as novas regras poderão entrar em vigor.

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