O Pix movimentou R$ 233,46 bilhões em Mato Grosso entre janeiro e julho deste ano, uma média de R$ 33,35 bilhões por mês. Somente em julho, R$ 36,92 bilhões passaram pelo sistema de pagamentos instantâneos no estado.
O valor registrado no último mês do levantamento é 15,98% maior que o de julho de 2025, quando foram movimentados R$ 31,83 bilhões. Na prática, são quase R$ 5,1 bilhões a mais em transações via Pix em apenas um ano.
Os dados são do Banco Central e foram analisados pela Fecomércio-MT. Para a entidade, os números mostram como o Pix deixou de ser apenas uma alternativa aos meios tradicionais de pagamento e passou a fazer parte da rotina de consumidores e empresas.
Além da praticidade para quem compra, o pagamento instantâneo também ganhou espaço no comércio e nos serviços por permitir operações mais rápidas e reduzir etapas nas transações financeiras.
Abril teve maior movimentação do período
Apesar do volume elevado de julho, o maior valor registrado nos sete primeiros meses do ano ocorreu em abril, quando R$ 37,81 bilhões foram movimentados via Pix em Mato Grosso.
Segundo o economista Márcio Rocha, o comportamento pode estar relacionado tanto à sazonalidade quanto às características da economia mato-grossense. O período entre março e abril coincide com uma fase de maior movimentação financeira ligada ao agronegócio, incluindo comercialização da produção, compra de insumos, transporte e outras atividades da cadeia.
Já o resultado de julho mostra que, mesmo depois do pico de abril, as transações permaneceram em nível elevado. Entre abril e julho, todos os meses tiveram mais de R$ 35 bilhões movimentados por Pix.
Agro também influencia movimentação
Em Mato Grosso, os ciclos do agronegócio têm influência sobre a circulação de dinheiro ao longo do ano. Operações relacionadas à safra podem aumentar a movimentação financeira em determinados períodos, especialmente durante etapas de comercialização e escoamento da produção.
Isso, no entanto, não significa que o volume transferido pelo Pix represente diretamente crescimento da economia.
A análise da Fecomércio aponta que a movimentação financeira não deve ser confundida com geração de riqueza ou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O dado funciona mais como um indicativo da intensidade das transações e da presença cada vez maior dos pagamentos digitais na economia.
A alta ocorreu em um período marcado pelo pagamento do 13º salário, aumento do consumo das famílias e vendas de fim de ano.
Pix segue crescendo mesmo após popularização
O crescimento de quase 16% registrado entre julho de 2025 e julho deste ano também chama atenção porque ocorre quando o Pix já está amplamente difundido no país.
Para a Fecomércio-MT, a expansão indica que consumidores continuam incorporando o pagamento instantâneo às compras do dia a dia, enquanto empresas passaram a utilizá-lo de forma permanente em suas operações.
Na avaliação de Márcio Rocha, a manutenção do crescimento mesmo depois da fase inicial de adoção mostra que o Pix continua ganhando participação nos fluxos financeiros.
Em Mato Grosso, os números ajudam a dimensionar esse avanço: foram mais de R$ 233 bilhões movimentados em sete meses, com quatro meses consecutivos acima da marca de R$ 35 bilhões.







