A cesta básica voltou a registrar alta na segunda semana de junho e alcançou um novo recorde histórico. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que o conjunto de alimentos essenciais passou a custar, em média, R$ 933,17, após aumento de 1,90% em relação à semana anterior.
O valor também representa uma elevação expressiva no comparativo anual. Em relação ao mesmo período de 2025, quando a cesta custava em média R$ 850,18, o aumento chega a 9,76%.
Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o novo recorde reflete a sensibilidade dos alimentos a fatores climáticos, sanitários e produtivos.
“A cesta voltou a subir de forma abrupta nesta segunda semana de junho. O comportamento recente dos alimentos reforça a elevada sensibilidade observada nos preços a fatores climáticos, sanitários e produtivos”, destacou.
Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias está o tomate, que apresentou alta de 9,57% na semana e passou a ser vendido a R$ 13,46 o quilo. Na comparação com o ano passado, o produto acumula aumento de 35,34%.
De acordo com o IPF-MT, a maturação mais lenta dos frutos em algumas regiões produtoras e a incidência de pragas em determinadas lavouras reduziram a oferta do alimento, contribuindo para a elevação dos preços.
Outro item com forte avanço foi o feijão, que registrou aumento de 4,80%, chegando ao valor médio de R$ 9,44 por quilo. Em um ano, o produto ficou 54,06% mais caro. A menor área plantada e a qualidade inferior dos grãos disponíveis no mercado são apontadas como os principais fatores para a alta.
Já a batata subiu 3,82% na semana, alcançando preço médio de R$ 9,66 o quilo. O produto acumula valorização de 59,20% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo o instituto, apesar do início de uma nova safra, o ritmo de produção ainda é considerado lento, o que mantém a oferta reduzida e sustenta os preços elevados.
Diante do cenário, Wenceslau Júnior alerta para o impacto direto no orçamento das famílias mato-grossenses.
“A manutenção da cesta básica nesse patamar historicamente elevado intensifica a pressão sobre o poder de compra das famílias em todo o estado, sobretudo em um contexto de alta anual expressiva dos alimentos”, afirmou.
O novo recorde reforça a preocupação com o custo de vida em Cuiabá, especialmente para as famílias de menor renda, que destinam parcela significativa do orçamento à alimentação.


