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Rondonópolis; jovem “ressuscita” no sistema após CPF ser regularizado

Depois de meses vivendo um verdadeiro apagamento civil, o jovem de 21 anos que havia sido declarado morto por erro do Estado finalmente voltou a existir oficialmente. Segundo informações repassadas pela própria mãe, o caso foi resolvido e o CPF foi regularizado, encerrando uma sequência de bloqueios que afetava praticamente todos os aspectos da vida do rapaz.

Conforme relatado à reportagem, a regularização do CPF devolveu ao jovem o acesso a direitos básicos que estavam suspensos desde 2024, quando os sistemas públicos passaram a apontar, de forma equivocada, o status de “titular falecido”. A falha teve origem em um registro de óbito indevido, vinculado ao CPF do rapaz, embora o falecido fosse outra pessoa.

Durante o período do erro, segundo consta, ele teve o título de eleitor cancelado, o cartão do SUS desativado, contas bancárias bloqueadas, dificuldades para contratação formal de trabalho e impedimentos para acessar benefícios sociais e trabalhistas. Na prática, respirava, falava e caminhava, mas para os sistemas públicos, não existia.

A situação chegou a ser judicializada, com decisão determinando a correção do registro e a comunicação aos órgãos competentes. Mesmo assim, por meses, os bloqueios persistiram. Somente agora, de acordo com a família, a atualização foi efetivamente processada e o CPF passou a constar como regular.

A mãe do jovem confirmou que, após a correção, os sistemas voltaram a reconhecer a identidade civil do filho, colocando fim a um dos episódios mais absurdos já registrados envolvendo falhas administrativas recentes.

Apesar da regularização, o caso não está encerrado do ponto de vista judicial. A família informou que busca indenização pelos danos morais e materiais sofridos, alegando que o erro e a demora na correção causaram prejuízos financeiros, constrangimentos, sofrimento psicológico e violação de direitos fundamentais.

Segundo a defesa, o entendimento é de que houve falha grave na prestação do serviço público, com responsabilidade tanto do cartório envolvido quanto do Estado, já que o jovem permaneceu “morto no sistema” mesmo após decisões judiciais determinando a correção.

O caso se encerra administrativamente, mas segue como alerta: um erro burocrático, quando ignorado, pode destruir vidas inteiras.

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Este material pode ser publicado, reescrito ou redistribuído, desde que citada a fonte: www.marretaurgente.com.br

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