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Estado registra queda na mortalidade por aids

Apesar da redução, Mato Grosso registrou em 2024 a segunda maior taxa bruta de mortalidade por aids dentre as unidades da Federação que fazem parte do Centro-Oeste, com 5,2 mortes para cada 100 mil habitantes

Seguindo tendência nacional, Mato Grosso registrou queda no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024. De acordo com dados do novo boletim epidemiológico, divulgado Ministério da Saúde (MS), 199 (6,5%) pessoas perderam a vida para a doença no ano passado. No ano retrasado, foram 213 óbitos.

Apesar da redução, Mato Grosso alcançou a segunda maior taxa bruta de mortalidade por aids dentre as unidades da Federação que fazem parte do Centro-Oeste, com 5,2 mortes para cada 100 mil habitantes. No vizinho Mato Grosso do Sul, o índice é de 5,7 óbitos por 100 mil; em Goiás de 3,4/100 mil e no Distrito Federal de 2,3/100 mil.

No país, também houve uma redução de 13% dos óbitos por aids no mesmo período. O número caiu de 10 mil em 2023 para 9,1 mil em 2024. Pela primeira vez, conforme o MS, o número de mortes ficou abaixo de dez mil em três décadas. Os casos de aids também apresentaram redução no período, com queda de 1,5%, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil no último ano.

Para o órgão federal de Saúde, os dados refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e, principalmente, no acesso gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a terapias de ponta capazes de tornar o vírus HIV indetectável e intransmissível. Combinação que levou também a eliminação, como problema de saúde pública, da transmissão vertical da doença, quando ocorre da mãe para o bebê.

“Hoje é um dia de luta, mas também de conquista histórica: alcançamos o menor número de mortes por aids em 32 anos. Esse resultado só foi possível porque o SUS oferece gratuitamente as tecnologias mais modernas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Os avanços também permitiram ao país alcançar as metas de eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

No componente materno-infantil, o país registrou queda de 7,9% nos casos de gestantes com HIV (7,5 mil) e de 4,2% no número de crianças expostas ao vírus (6,8 mil). O início tardio da profilaxia neonatal caiu 54%, o que demonstra melhora significativa na atenção ofertada no pré-natal e nas maternidades.

Mato Grosso, no entanto, saiu na contramão. No mesmo período, o Estado contabilizou 189 casos de gestantes infectadas pelo HIV no ano passado contra 186 em 2023. Neste ano, já são 106 registros. O número de crianças expostas ao vírus também saltou de 156 no ano retrasado para 186 em 2024, conforme boletim. Ao longo de 2025, já são 88 notificações.

Já a eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública também foi alcançada. Conforme o MS, o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O país também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus.

Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Estado, são 26.881 vivendo com HIV ou com aids. Do total, 1.047 diagnósticos (parcial) ocorreram neste ano, número menor que em 2024, com 1.551, e 2023, com 1.489 detecções. Em Cuiabá, são 451 pessoas vivendo com HIV ou com aids. Em 2024, o país contabilizou 68,4 mil brasileiros com o vírus ou com a aids.

AÇÕES – Em Cuiabá, como parte da campanha “Dezembro Vermelho”, dedicada à prevenção ao HIV e ao enfrentamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou as ações em toda cidade. As ISTs são diagnosticadas e tratadas nas unidades básicas de saúde e nas UPAs.

Entre outros serviços, são ofertados gratuitamente testes rápidos para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C, somando todos os exames realizados nos SAEs e nas demais unidades que ofertam o serviço, conforme o programa IST/AIDS. Os testes rápidos também estão disponíveis em todas as UPAs e nas unidades de saúde da família (USFs), ampliando o acesso da população ao diagnóstico precoce.

De acordo com a SMS, somente de exames de carga viral, essenciais para o monitoramento de pessoas vivendo com HIV, são realizados em média 1.200 por mês, além dos exames de rotina de usuários de PrEP, confirmatórios e de acompanhamento das demais ISTs. As consultas médicas e exames periódicos acontecem a cada seis meses.

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