O debate sobre o futuro da mobilidade no Brasil já não se limita a gasolina ou etanol. A eletrificação, seja nos modelos híbridos ou nos totalmente elétricos, vem mudando a forma de dirigir, de consumir e principalmente de gastar com o carro. Mas afinal, qual tecnologia entrega o menor custo por quilômetro rodado?
No podcast Negócios de Primeira, do portal Primeira Página, o diretor comercial do grupo Saga, Rogério Branquinho, trouxe exemplos práticos que ajudam a responder essa pergunta.

Um veículo movido a gasolina custa em média R$ 1,10 por quilômetro rodado, explica Branquinho. Considerando o consumo médio de 6 km por litro e o valor do combustível a R$ 6,50, o motorista gasta rapidamente cada tanque de R$ 500 por semana. Para quem roda muito, como motoristas de aplicativo ou frotistas, a despesa mensal pode chegar a R$ 4 mil ou até R$ 5 mil somente em combustível.
O papel do híbrido
Os carros híbridos já permitem uma economia expressiva. Alguns modelos plug-in conseguem rodar até 120 quilômetros por dia apenas no modo elétrico, acionando o motor a combustão somente em viagens maiores. Para quem tem energia solar em casa, o custo pode ser praticamente zero. Mesmo sem essa vantagem, na tarifa convencional de energia o valor fica em torno de R$ 0,18 por quilômetro, quase seis vezes mais barato do que a gasolina.
O cálculo do elétrico
Nos 100% elétricos, a matemática é ainda mais clara. Para rodar 10 mil quilômetros por ano, o gasto é de aproximadamente R$ 2 mil em eletricidade. Um carro a combustão, no mesmo percurso, consome perto de R$ 10 mil em combustível. A diferença de R$ 8 mil por ano pode ser revertida em parte do valor da parcela de um veículo mais moderno e tecnológico.
Manutenção reduzida
Além do combustível, o custo de manutenção pesa a favor dos eletrificados. Revisões de híbridos e elétricos são bem mais baratas, já que não exigem troca de óleo, filtros ou substituição frequente das pastilhas de freio. Há casos em que a primeira troca ocorre apenas após 80 mil quilômetros, graças ao sistema de frenagem regenerativa. “Um cliente chegou a ligar achando que o valor de revisão estava errado, ele pagou R$ 795 porque não havia troca de óleo ou de filtro”, contou Branquinho.
Qual escolher agora
Para quem busca economia imediata e segurança em viagens longas, os híbridos plug-in se mostram a opção mais equilibrada. Já para quem roda principalmente em áreas urbanas e pensa em médio prazo, os elétricos puros garantem o menor custo por quilômetro e menor manutenção.
Independentemente da escolha, a tendência é clara. “O consumidor brasileiro está finalmente recebendo o carro que sempre sonhou, mais econômico, mais tecnológico e com custo-benefício real”, resume Rogério Branquinho.
Assista ao podcast completo:



