Gilberto Rodrigues dos Anjos, 34 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 225 anos de cadeia pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e feminicídio, cometidos contra uma mãe e suas três filhas.
Ele matou Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, Miliani Calvi Cardoso, 19 anos, M.C.C., 13 anos, M.C.C., 10 anos, e estuprou três delas.
O crime ocorreu na madrugada do dia 24 para 25 de novembro de 2023, em Sorriso.
A sentença foi proferida pelo juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, após cerca de 10 horas de julgamento.
O CRIME – Conforme revelado pela investigação da Polícia Civil, Gilberto trabalhava em uma obra ao lado da residência da família, e na noite do crime, após se drogar, pulou o muro e entrou na casa por uma janela do banheiro que estava aberta.
Porém, logo que entrou, foi flagrado por Cleci, que avançou contra ele, e depois alguns segundos de briga, ambos caíram no chão.
Neste momento, o criminoso teria se apossado de uma faca e esfaqueado a mulher.
Por conta do barulho, Miliane e as menores acordaram e presenciaram toda a cena.
Após ferir Cleci, Gilberto esfaqueou Miliane, a adolescente e em seguida matou a criança asfixiada.
Durante o tempo em que ficou na casa após ferir as vítimas, o pedreiro estuprou mãe, a filha mais velha e a adolescente enquanto ainda estavam vivas, e depois foi embora levando consigo a calcinha da menor.
Na obra, Gilberto retirou as roupas que usou quando cometeu o crime, colocou-as em uma sacola e a escondeu em um contêiner na propriedade.
Sem se preocupar em fugir, o criminoso continuou vivendo normalmente no local, até ser descoberto e preso no dia 27.
No dia 6 de dezembro, o predreiro foi indiciado por quatro homicídios qualificados por feminicídio, crueldade, recurso que dificultou a defesa das vítimas para assegurar a execução e garantir a impunidade de outro crime, e três estupros.
Contra as vítimas menores de idade, os homicídios receberam a qualificadora de crime cometido contra menor de 14 anos, previsto na Lei Henry Borel.
No dia 15 de dezembro, o Ministério Público ofereceu denúncia contra o pedreiro, e imputou uma causa de aumento de pena, pois os crimes foram praticados na presença física de ascendente e descendente das vítimas.
Logo após a descoberta da chacina, a Polícia foi informada sobre os antecedentes de Gilberto, que era foragido pelo latrocínio do jornalista Osni Mendes, ocorrido em dezembro de 2013, em Mineiros (GO), e por estupro e tentativa de homicídio em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), em setembro de 2023.
Fonte: Repórter MT



