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Infectologista de MT alerta sobre necessidade de aumentar vacinação contra o sarampo

Médica explica que movimento anti-vacina deixou o mundo vulnerável à doença, que é de alto contágio e leva à morte

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o aumento de casos de sarampo em todo o mundo. Embora Mato Grosso não tenha registrado nenhum caso da doença neste ano, o HNT procurou uma médica infectologista para saber o que esse alerta representa e como se precaver para que o agravo não vire novamente um risco na região. Conforme a profissional, o aumento nos casos de sarampo no mundo se deve à baixa cobertura vacinal. Em 2023, conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), houve apenas um registro da doença no Estado.

De acordo com a médica pediatra Isabel Cristina Lopes dos Santos, que é infectologista pediátrica, cuja inscrição no CRM-MT é de número 5213 e RQE 2499/131, com atuação em Cuiabá, a preocupação em relação ao sarampo acontece por causa de um movimento que motivou a baixa adesão à vacina. A doença é potencialmente grave e está entre uma das mais contagiosas do mundo.

“Esse é o problema, a baixa cobertura vacinal, porque se nós estivéssemos vacinados, o vírus poderia vir e não encontraria espaço para se propagar”, explicou a especialista.

Em coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, a OMS divulgou que dados mais recentes apontam que foram cerca de 300 mil casos de sarampo em 2023 no mundo, com um aumento de 79% em relação ao ano anterior. Das seis regiões monitoradas pelo órgão, apenas as Américas estão livres da doença.

Em 2022,  74% das crianças do mundo receberam as duas doses do imunizante contra sarampo e cerca de 83% foram vacinadas com ao menos uma dose, segundo a OMS. Ainda segundo a entidade, aproximadamente 22 milhões de crianças em todo o mundo não tomaram ao menos uma dose da vacina naquele ano.

Em Mato Grosso, 90% das crianças foram imunizadas com a primeira dose da vacina triplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e 54,3% receberam a segunda dose, segundo o Ministério da Saúde.

Os números apontam que tanto no Estado como no mundo a imunização está abaixo dos 95% da cobertura vacinal recomendada para frear a doença. É importante ressaltar que a OMS orienta que sejam tomadas duas doses para garantir a imunização e prevenir surtos.

Isabel explicou que o movimento anti-vacinas foi um dos responsáveis para que as pessoas começassem a manifestar uma certa “resistência” em relação à imunização. Além disso, a vacinação contra o sarampo foi amplamente prejudicada em razão de uma “fake news”. O pesquisador Andrew Wakefield publicou um artigo na conceituada revista científica “The Lancet” sugerindo que a vacina contra o sarampo estava ligada ao aumento de casos de autismo. No entanto, a teoria foi refutada e a publicação, obrigada a se retratar.

O movimento ganhou ainda mais força em 2020, com a pandemia da covid-19, em que parte da população se recusou a ser imunizada por receio da vacina. A médica garantiu que as vacinas são seguras e que o ‘antivacinismo’ parte de um local de desconhecimento sobre a importância da imunização.

“Então, as pessoas têm muito medo de vacinas vivas e, agora, depois do início da vacinação da covid-19, que teve uma rejeição muito grande por falta de conhecimento, as pessoas começaram a negar a vacinação. Já vinha crescendo o movimento anti-vacina e encontrou mais um fortalecedor na vacinação de covid”, relatou.

A DOENÇA

Cabe ressaltar que o sarampo tem como sintomas manchas vermelhas e acastanhadas em todo o corpo, febre alta, mal-estar intenso, tosse seca, conjuntivite, nariz escorrendo ou entupido. Além disso, em um quadro grave, a doença pode evoluir para pneumonia, otite ou encefalite. O risco de morte é de até três a cada mil infectados.

Contudo, segundo o Ministério da Saúde, não há tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.

A vacinação é feita ainda na infância, uma vez que crianças e adultos até 29 anos tomam duas doses, mas população com faixa etária entre 30 e 49 anos devem tomar uma dose,  se não tiverem registro de imunização, ou apenas em casos de surto, pois não é preciso ficar repetindo a vacina aleatoriamente.

(Com informações da Agência Brasil)

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