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Mato Grosso registra 4,1 mil de casos de dengue em 2024

Conforme o Painel do Ministério, o coeficiente de incidência de casos prováveis é de 114,2 para cada 100 mil habitantes.

Nas primeiras sete semanas de 2024, Mato Grosso registrou 4.179 casos prováveis de dengue, tem três mortes em investigação e uma confirmada. Os dados são do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

A primeira morte causada pela doença foi confirmada no final do mês de janeiro pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Nesta quarta-feira (14), o escrivão da Polícia Civil Antônio Roberto Rodrigues Constante, 52 anos, morreu em decorrência de dengue hemorrágica.

Dentre esses casos prováveis identificados pelo Ministério no Estado, 55,7% correspondem a mulheres e 44,3% a homens. A faixa etária que mais registra casos é a dos 30 aos 39 anos, com 816 notificações.

Conforme o Painel do Ministério, o coeficiente de incidência de casos prováveis é de 114,2 para cada 100 mil habitantes.

Já em relação aos casos de Zika, são quatro prováveis, e de Chikungunya são 797. Nenhuma dessas doenças provocou mortes em Mato Grosso neste ano.

Combate

De acordo com o Ministério da Saúde, o Aedes aegypti utiliza todo o tipo de recipiente capaz de acumular água para depositar seus ovos. Alguns são conhecidos: garrafas e embalagens descartáveis, latas, vasos de plantas, pneus e plásticos. Mas há lugares que, muitas vezes, o mosquito utiliza para se reproduzir e que são desconhecidos das pessoas. É aí que entra o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). Em Mato Grosso, 2.041 agentes estão atuantes na força-tarefa contra a dengue.

“Esses profissionais que atuam na linha de frente de combate ao mosquito são treinados e capacitados para detectar riscos de vetores para os próprios residentes e para a comunidade, orientando as famílias e visitando as casas uma a uma. Ninguém quer que a sua residência seja um local de risco. Por isso, é importante abrir as portas para esse serviço de proteção”, ressalta a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

Pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos são mais suscetíveis às complicações da dengue, chikungunya e zika. Caso tenha um desses perfis, os cuidados de combate ao mosquito devem ser redobrados: mantenha a caixa d’água bem fechada, guarde pneus em locais cobertos, limpe bem as calhas de casa, amarre bem sacos de lixo e não acumule entulho, esvazie garrafas PET, potes e vasos, coloque areia nos vasos de planta, e receba bem os agentes de saúde.

Sintomas e prevenção

Os sintomas de dengue, chikungunya ou Zika são semelhantes. Eles incluem febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais. A orientação do Ministério da Saúde é para que a população procure o serviço de saúde mais próximo de sua residência assim que surgirem os primeiros sintomas.

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