A Polícia Judiciária Civil avançou na elucidação do duplo homicídio que chocou Tangará da Serra em janeiro de 2025. Uma jovem, que era menor de idade na época do crime e atualmente está grávida, foi apreendida nesta quarta-feira (4), por determinação judicial, suspeita de envolvimento no assassinato de Anna Clara Ramos Felipe e Ayla Pereira dos Santos, ambas de 18 anos. O caso é investigado como uma execução relacionada a uma facção criminosa.
De acordo com as informações repassadas pela Polícia Civil, as investigações apontaram o envolvimento de nove pessoas no crime, incluindo dois adolescentes. A jovem apreendida nesta quarta-feira deverá responder por ato infracional, conforme a legislação aplicável a menores de idade, uma vez que tinha menos de 18 anos quando os assassinatos aconteceram.
Segundo a investigação, foi possível comprovar que ela esteve com o namorado da época, apontado como um dos executores, tanto antes quanto depois dos homicídios. A polícia cumpriu um mandado de apreensão contra a suspeita, que, conforme informado, está grávida. Durante as diligências, ela afirmou não saber o paradeiro do então namorado.
Uma segunda pessoa envolvida no caso permanece foragida da Justiça. As autoridades continuam trabalhando para localizar os investigados que ainda não foram capturados.
A Polícia Civil considera o caso elucidado, destacando que o trabalho investigativo permitiu identificar os participantes e reunir elementos para responsabilizá-los. Vários dos envolvidos já foram presos ao longo das diferentes fases da investigação.
Relembre o crime
O duplo homicídio ocorreu na madrugada de 29 de janeiro de 2025. Anna Clara Ramos Felipe e Ayla Pereira dos Santos, ambas de 18 anos, foram encontradas mortas em uma área de mata na região da Vila Nazaré, em Tangará da Serra. As vítimas estavam amordaçadas e apresentavam sinais de extrema violência e tortura.
Conforme as informações da investigação, as jovens teriam sido submetidas a punições impostas por integrantes de uma organização criminosa, sob a suspeita de que estariam repassando informações às forças policiais. A execução teria sido determinada por membros da facção.
O caso mobilizou a Polícia Civil desde a localização dos corpos e resultou em diversas fases de investigação, cumprimento de mandados e prisões. A apuração também identificou a participação de pessoas que teriam atuado na execução e na logística do crime.








