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63,9 mil são retirados do analfabetismo no período de 5 anos em Mato Grosso

Dentro de salas de aula, em igrejas, casas ou embaixo de uma árvore, histórias são contadas com sorrisos e lágrimas. Nos rostos, as marcas do tempo. Nas mãos calejadas, esperança. É com o lápis em punho, borracha, apontador e livros, itens que deveriam ter feito parte da rotina na infância, que milhares de mato-grossenses, a maioria com mais de 60 anos, voltam a sonhar. Desejos, aparentemente simples, mas que para eles são um grande desafio: aprender a ler e escrever. A vista cansada e o peso nas costas de uma vida inteira podem desanimar.

Mas eles estão firmes no propósito, seja ele de simplesmente poder pegar um ônibus sozinho, ir ao mercado e conseguir ler as informações dos produtos, poder ler a Bíblia ou só assinar o próprio nome quando é necessário. Essa disposição é encontrada, neste ano, em 119 municípios de Mato Grosso, onde 10.505 pessoas analfabetas, com 15 anos ou mais, distribuídas em 953 turmas, têm uma nova chance, que lhes foi negada há muito tempo, seja pelas dificuldades da família, pela incompreensão dos pais sobre a importância da educação ou até pelo impedimento do marido. Todos fazem parte do Mais MT Muxirum, programa do Governo do Estado de Mato Grosso, implementado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) há cinco anos, em parceria com as prefeituras, que já foi premiado nacionalmente.

O reconhecimento no país é facilmente explicado pelos números: o programa reduziu em 40% o número de analfabetos no Estado (de 2018 a 2025) e colocou Mato Grosso com a 8º menor taxa de analfabetismo do país, ao lado de Goiás. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, a taxa de analfabetismo no estado era de 6,4%. Com o lançamento, em 2021, do Mais MT Muxirum, o índice começou a cair ano após ano e chegou a 3,5% em 2025, o menor desde 2010, quando o percentual era de 7,1%. Já são 63.927 alfabetizandos atendidos.

E para que esse avanço seja possível, há pessoas indispensáveis lá na ponta, os alfabetizadores. Neste ano, são 1.350 pessoas que se dispuseram a ensinar o próximo com muita paciência e amor, transformando sonhos em palavras escritas e leituras.

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