Primeiro levantamento de índice rápido para Aedes aegypti (LIRAa/LIA) de 2025 aponta que 106 municípios de Mato Grosso se encontram em situação de risco ou em alerta para infestação do Aedes aegypti. Além disso, em 63 cidades foi constatada a presença do Aedes albopictus, considerado primo do Aedes aegypti, despertando a atenção das autoridades em saúde pública.
Os dados fazem parte do alerta ambiental 001/2025, disponibilizado pela Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT). Conforme documento, dentre 141 municípios mato-grossenses 135 enviaram os resultados LIRAa/LIA neste primeiro ciclo do ano. Já Boa Esperança do Norte, criado em 2024, não iniciou suas atividades de levantamento de índice para Aedes.
De hábitos silvestres, o Aedes albopictus é uma espécie que está atualmente em processo de urbanização e se adaptando ao ambiente urbano. No Estado, os resultados mostram que essa espécie, também conhecida como mosquito-tigre-asiático, está presente em pelo menos 63 municípios (44,68%). “Embora não seja o principal vetor, esse mosquito também é capaz de transmitir arboviroses de importância em saúde pública”, traz o documento.
A presença do albopictus é verificada nos 16 escritórios regionais, a exemplo do Oeste Mato-grossense; Alto Tapajós; Teles Pires; Araguaia Xingu e, Médio Araguaia. Quanto ao Aedes aegypti, o monitoramento aponta que 33 municípios (23,4%) de Mato Grosso se encontram em situação de risco para infestação do vetor, enquanto 73 (51,8%) estão classificados como em alerta. Já 29 (20,6%) cidades apresentam situação satisfatória e, em seis municípios (4,2%) não há informações disponíveis.
Conforme a Ses-MT, as informações do LIRAa/LIA são fundamentais para que os gestores e agentes envolvidos no controle desse vetor nos municípios intensifiquem a implementação das medidas de controle do mosquito, priorizando a eliminação de focos de reprodução em áreas de maior risco, como residências, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais.
Também a participação da comunidade é crucial nesse processo, por meio da conscientização sobre a importância da eliminação de recipientes que possam acumular água, como pneus, vasos de plantas e caixas d’água.
AUMENTO DE CASOS – Mato Grosso registra aumento nos casos de arboviroses, principalmente dengue e chikungunya. Enquanto em todo o ano de 2024 foram registrados 21.373 casos de chikungunya e 40 mil casos de dengue, somente nos primeiros 48 dias de 2025 já são 5.391 casos confirmados de dengue e 10.020 de chikungunya.
Em relação aos óbitos, em 2024, não foram registrados óbitos por chikungunya. Já em 2025, até o momento, há 13 óbitos confirmados e 7 em investigação. Em relação à dengue, há um óbito confirmado e cinco em investigação.
Anteontem (19), a Ses-MT reforçou que para crianças ou adolescentes de 10 a 14 anos, ainda está disponível a vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Essas iniciativas são importantes para controlar a disseminação dessas doenças, que podem levar a óbito. Essa batalha contra o mosquito só será vencida com o empenho e a conscientização de toda a sociedade. Também é preciso que a população esteja atenta aos sintomas e busque atendimento médico”, alertou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Alessandra Moraes, destaca que o Estado se encontra num momento de alerta para as arboviroses. “É preciso que a população esteja consciente das atitudes que colaboram para o controle dos casos, como a limpeza dos quintais e de locais onde possam ter água acumulada. Além disso, o uso de repelente também é uma medida de prevenção a essas doenças, que nas suas formas graves podem levar ao óbito”, disse.


